Câmaras aderem a movimento contra reforma da previdência

Câmaras municipais de pelo menos cinco cidades do Sul de Minas aderiram a um movimento nacional contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que tramita no Congresso com a proposta de fazer uma reforma na Previdência Social. Durante a semana, vereadores de Alfenas, Campestre, Passos, Poços de Caldas e São Lourenço, assinaram documentos para serem enviados ao governo federal com a cobrança, em sua maioria, de maior debate em torno da reforma.

Além de fixar uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e mulheres, as novas regras, se aprovadas, irão atingir trabalhadores dos setores público e privado. De acordo com o governo, a única categoria que não será afetada pelas novas normas previdenciárias é a dos militares. Pelas regras propostas pelo governo, o trabalhador que desejar se aposentar recebendo a aposentadoria integral deverá contribuir por 49 anos.

O governo federal estima que deixará de gastar cerca de R$ 740 bilhões em 10 anos, entre 2018 e 2027, com as mudanças propostas por meio da reforma da Previdência Social. Desse valor total, as mudanças no INSS e nos benefícios por prestação continuada (BPC) representariam uma economia de R$ 678 bilhões e, nos regimes próprios, de cerca de R$ 60 bilhões.

Em São Lourenço, moradores foram para a Câmara Municipal apoiar manifesto formal de veradores contra reforma da previdência no dia 27 de março (Foto: Reprodução/Facebook/Câmara Municipal de São Lourenço)
Em São Lourenço, moradores foram para a Câmara Municipal apoiar manifesto formal de vereadores contra reforma da previdência (Foto: Reprodução/Facebook/Câmara Municipal de São Lourenço)

Os críticos da reforma acreditam que a reforma previdenciária pode tirar direitos dos brasileiros. “Para o povo trabalhador, o aumento no tempo de contribuição será desastroso”, diz a moção de repúdio assinada pela Câmara Municipal de São Lourenço.

Em Minas Gerais, o site do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUte-MG), já contabilizava mais de 50 câmaras que aderiram ao movimento que questiona a PEC 287. O sindicato lidera um movimento grevista que já atinge 49% das escolas estaduais no Sul de Minas.

Nesta sexta-feira (31), protestos contra a reforma previdenciária, e também contra a flexibilização das leis trabalhistas, levaram manifestantes para as ruas de 16 estados, com protestos também registrados na região.

Manifestantes saíram às ruas nesta sexta-feira (31) para protestar contra a reforma da previdência; na imagem, manifesto em Carmo de Minas, MG (Foto: Reprodução/EPTV)
Manifestantes saíram às ruas nesta sexta-feira (31) para protestar contra a reforma da previdência; na imagem, manifesto em Carmo de Minas, MG (Foto: Reprodução/EPTV)

Fonte: G1 Sul de Minas

 

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