Burocracia entrava empreendimentos de piscicultores

psicultores-ro-02O excesso de exigências burocráticas, a incompatibilidade entre as legislações estadual e federal e a consequente falta de legalização das atividades e da regularização ambiental dos empreendimentos, que dificultam o acesso ao crédito por parte dos piscicultores, são alguns dos principais entraves enfrentados pela piscicultura no Estado de Minas Gerais.

Segundo o coordenador técnico regional de Sete Lagoas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater), José Eduardo Aracena Rasguido, existem, hoje, no Estado, mais de 14 mil criadores de peixe. “Vemos a piscicultura crescer, apesar dos problemas”, disse ele, afirmando que o País tem potencial para exportar, mas o setor carece de apoio do governo. Lembrou que a região da Zona da Mata é a maior produtora de peixe ornamental do Brasil, com potencial altamente competitivo, mas, devido à falta de incentivo, enfrenta a concorrência de países asiáticos como a Tailândia, que estão comercializando peixe ornamental no mercado internacional.

Para o técnico da Emater, outro setor que merece atenção é o dos produtores de truta, peixe que tem no Sul de Minas o maior produtor do País. A despeito disso, os produtores locais não recebem nenhum incentivo, lamentou. Ele assegura que 99% dos produtores querem legalizar os seus empreendimentos, mas não conseguem. “Se os piscicultores estão acreditando, o governo tem que acreditar”, disse ele, defendendo ainda a realização de concurso público na Emater, de forma a assegurar mais técnicos para assistência aos produtores.

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