Após abaixo-assinado, corte de árvores é suspenso em Pouso Alegre

cortaarvores_internaApós um abaixo-assinado promovido por uma Organização Não Governamental (ONG), a  Prefeitura de Pouso Alegre, decidiu suspender o corte de mais de 100 árvores na Avenida Doutor João Beraldo, no Centro. Em julho, a administração anunciou a retirada das plantas por uma necessidade estrutural da rua e a provável substituição por palmeiras. Contra o projeto, a ONG Plante Vida iniciou a busca por apoio.

Segundo a ambientalista Marielle Rezende de Andrade, cerca de 3 mil assinaturas foram coletadas, 800 das quais apenas pela internet. “Não tivemos que usar as assinaturas, porque a intenção era mover uma ação civil pública, mas com isso veio essa grande conquista, que foi a reavaliação da retirada. Agora só serão cortadas árvores que afetem a colocação de faixas de pedestre”, explica Marielle.

Em vídeo gravado para a página em rede social da ONG, o secretário de Meio Ambiente, Douglas Vieira, agradeceu o debate promovido pelos ambientalistas em torno do assunto. A mudança de planos foi anunciada em reunião nesta semana entre técnicos da prefeitura e intengrantes da Plante Vida.

“A gente reviu o projeto. A supressão não vai ocorrer da maneira como estava prevista. Os técnicos vão fazer o monitoramento da raiz dessas árvores para que não ocorra dano às galerias”, disse, estimando em 10 o número de árvores que devem ser cortadas agora na avenida.

Projeto modificado
No dia 7 de julho, o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema) autorizou a Prefeitura de Pouso Alegre a fazer corte de árvores da Avenida Doutor João Beraldo. À época, a administração alegou que as raízes das árvores afetariam a galeria pluvial que passa pela área e os galhos estariam atingindo a rede de energia elétrica.

Além disso, as árvores, plantadas há cerca de 20 anos, seriam substituídas por palmeiras imperiais nos canteiros centrais e por manacás da serra nas calçadas. Uma enquete, feita pela própria prefeitura, mostraria o aval de 93% dos 70 moradores ouvidos.

“A coleta das assinaturas mostrou que nem todo mundo estava de acordo com a decisão. Quando colocamos na internet, muita gente protestou”, observou Diego Toledo Fernandes, também membro da ONG.

 

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