Trump critica investigação sobre Rússia e pede depoimento de ex-assessor Carter Page

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quarta-feira (31) que o Congresso ouça o depoimento de um ex-assessor de política externa como parte de suas investigações sobre a Rússia. Para o chefe de estado americano, Carter Page vai contestar o testemunho de ex-autoridades do FBI e de agências de inteligência.

“Então agora é relatado que os democratas, que esfolaram Carter Page sobre a Rússia, não querem que ele testemunhe. Ele rebate a acusação deles contra ele e agora quer limpar seu nome ao mostrar ‘o testemunho falso ou enganoso de James Comey, John Brennan…’ Caça às bruxas!”, escreveu Trump no Twitter, se referindo aos ex-diretores do FBI e da CIA.

Page é um dos muitos aliados de Trump de interesse para os investigadores do inquérito parlamentar sobre a suposta interferência russa na eleição norte-americana de 2016 e qualquer contato com a campanha presidencial de Trump.

No fim de semana, a imprensa americana fazia novas revelações sobre os contatos entre Jared Kushner, genro de Trump, e Moscou, em dezembro de 2016. Empresário transformado em assessor presidencial, Kushner é marido de Ivanka Trump, filha do presidente e ela mesma assessora na Casa Branca.

Segundo estas revelações da imprensa, Kushner quis estabelecer um canal secreto de comunicação com o Kremlin com o propósito de evitar as vias de comunicação tradicionais entre os dois países. Trump já saiu em defesa do genro.

Presidente americano, Donald Trump, caminha com seu genro e conselheiro Jared Kushner pela Casa Branca, em imagem de arquivo (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/File Photo)

Influência nas eleições

As agências de Inteligência dos Estados Unidos estão convencidas de que a Rússia tentou influenciar nas eleições em detrimento da candidata democrata Hillary Clinton, sobretudo pirateando e-mails do diretor de campanha dela.

O FBI e duas comissões do Congresso investigam agora para determinar se o entorno de Trump entrou em acordo com Moscou para fazê-lo.

Segundo o “The New York Times” e o “The Washington Post”, a Casa Branca pensa em criar uma célula de crise sobre o caso russo, como a criada por Bill Clinton para enfrentar a investigação sobre seu relacionamento com Monica Lewinsky.

Fonte: G1

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