Premiê húngaro diz que país não aceitará política da UE para imigrantes

Primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, se reuniu com colega sérvio (Foto: Laszlo Balogh/Reuters)
Primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, se reuniu com colega sérvio (Foto: Laszlo Balogh/Reuters)

O primeiro-ministro da Hungria, Victor Orban, reiterou nesta segunda-feira (21) sua rejeição à proposta da União Europeia de distribuir contingentes de refugiados através de cotas entre todos os 28 países do bloco.

“Queremos controlar a situação, nossas vidas, não aceitamos o ditado de Bruxelas quando querem nos dizer que devemos viver desta maneira ou de outra. Isto é inaceitável”, disse Orban, na cidade de Nis, na Sérvia, onde se reuniu com o premiê do país, Aleksandar Vucic.

O premiê húngaro destacou que a chegada de imigrantes em massa muda a vida de um país.

“E nossos filhos e netos nos perguntarão por que permitimos que eles mudassem nossos países, a Europa, a cultura, a composição étnica da Hungria, a forma de pensar e a segurança na Hungria, por que permitimos que a situação ficasse pior. E aí? O que responderíamos?”, questionou Orban.

“Não devemos trazer para cá os problemas, mas devemos levar ajuda a seus países, e a Hungria fará o possível para que cada imigrante na Europa possa retornar a sua pátria”, declarou o político húngaro.

A Hungria ergueu em 2015 uma cerca na fronteira com a Sérvia para conter a passagem de refugiados e, em seguida, outros países da rota dos Bálcãs também fecharam suas fronteiras.

Apesar disso, várias pessoas, mas não tantas como no ano passado, continuam chegando à região ao fugirem dos conflitos no Oriente Médio e em outras regiões, com a esperança de que poderão seguir caminho para obter asilo no norte da Europa.

Segundo dados oficiais, na Sérvia há, por enquanto, mais de 5 mil refugiados em centros de acolhimento e outros 1.300 fora dos mesmos.

Duas semanas atrás, a Hungria passou a permitir a passagem de apenas 400 imigrantes vindos da Sérvia por mês, um número duas vezes menor do que antes.

Fonte: G1

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