PIB dos EUA é revisado e crescimento é de 3,7%

O crescimento da economia dos Estados Unidos foi revisado para 3,7% no segundo trimestre deste ano, de acordo com a segunda estimativa do Departamento do Comércio dos Estados Unidos divulgada nesta quinta-feira (27). O forte impulso pode permitir ao Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) aumentar a taxa de juros este ano.

Foi o quinto trimestre consecutivo de crescimento. De abril a junho, a alta refletiu principalmente o aumento no consumo das famílias. Na primeira estimativa, divulgada em 30 de julho, a alta era de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

A revisão que elevou o índice levou em conta o aumento dos investimentos não residencial e em estoque privado.

Também contribuíram para a expansão da economia norte-americana o aumento das exportações, dos gastos dos governos locais e estaduais, dos investimentos fixos residenciais e a desaceleração das importações.

Os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, cresceram à taxa de 3,1%, sobre 2,9% divulgados no mês passado.

O mercado de trabalho forte, a gasolina mais barata e preços de casas relativamente mais elevados, que estão impulsionando a riqueza das famílias, estão ajudando a apoiar os gastos dos consumidores.

1º trimestre
O PIB do primeiro trimestre, antes divulgado como contração de 0,2%, foi revisado para cima e passou a mostrar expansão de 0,6%.

A revisão ao crescimento do primeiro trimestre refletiu medidas adotadas pelo governo para refinar o ajuste sazonal (conforme a época do ano) de alguns componentes do PIB.

Perto dos juros mais altos
Os resultados positivos da economia deixam o Federal Reserve mais perto de começar a elevação da taxa de juros, mantida no piso histórico entre 0 e 0,25% desde a crise financeira internacional.

O relatório do PIB, divulgado na sequência de vendas generalizadas nos mercados, deve oferecer garantias para os cautelosos investidores e autoridades do Fed que os Estados Unidos estão em boa forma para enfrentar as turbulências sobre o crescimento na economia mundial.

As preocupações com a desaceleração na China afetaram fortemente os mercados acionários globais, levantando dúvidas sobre se o Fed irá aumentar a sua taxa de juros de curto prazo no próximo mês.

Na quarta-feira (26), o presidente do Fed de Nova York, William Dudley, disse que a perspectiva para este cenário “parece menos convincente para mim do que era há algumas semanas”.

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