Parlamento da Grécia aprova 1ª parte de reforma exigida pela Europa

O Parlamento da Grécia aprovou nesta quarta-feira (15) as primeiras exigências da Europa em troca de ajuda financeira ao país. Dos 300 parlamentares, 229 votaram a favor. 38 parlamentares do Syriza, partido do primeiro-ministro Alexis Tsipras, votaram contra o acordo ou se abstiveram.

A Grécia tinha até esta quarta para votar 4 medidas exigidas pela Europa:
1. Ajustar o imposto ao consumidor e ampliar a base de contribuintes para aumentar a arrecadação do estado;
2. Fazer reformas múltiplas no sistema de aposentadorias e pensões para torná-lo financeiramente viável;
3. Privatizar o setor elétrico, a menos que se encontre medidas alternativas com o mesmo efeito; e
4. Criar leis até que assegurem “cortes de gastos quase automáticos” se o governo não cumprir com suas metas de superávit fiscal. Ao todo, são 14 exigências.

O novo pacote de ajuda grega, além de não conter qualquer tipo de perdão de dívidas, impõe duras condições a Atenas, com medidas de “aperto” econômico que não apenas o governo grego tinha prometido não adotar, mas que também foram recusadas por 61% dos gregos em um plebiscito realizado há duas semanas.

Ao discursar no Parlamento antes da votação, o primeiro ministro, Alexis Tsipras, afirmou que tinha três opções na negociação com os credores: aceitar o acordo atual, uma quebra desordenada do país ou sua saída da zona do euro. Tsipras disse também que não acredita no acordo firmado nesta quarta-feira, mas assegurou que o governo “se vê obrigado a colocá-lo em prática”.

Na terça-feira (14), Tsipras já havia reconhecido que o acordo é um texto em que ele não acredita, mas que o assinou para “evitar um desastre para o país”. “Assumo mais responsabilidades por qualquer erro que eu possa ter cometido. Assumo minha responsabilidade pelo texto em que eu não acredito, mas que assinei para evitar um desastre para o país”, declarou Tsipras à TV pública grega ERT.

Os ministros das Finanças da zona euro vão realizar uma teleconferência para discutir a situação da Grécia na quinta-feira (16), às 10h no horário local (5h no horário de Brasília), informou o porta-voz de Jeroen Dijsselbloem, presidente do grupo de ministros das Finanças, nesta quarta-feira pelo Twitter.

4324772_x360

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *