Obama e Biden vão a Orlando apoiar famílias de vítimas de massacre

Homens se abraçam e dão as mãos emocionados durante vigília à luz de velas em memória às vítimas do atirador na boate gay Pulse, em Orlando, na Flórida (EUA) (Foto: Carlo Allegri/Reuters)
Homens se abraçam e dão as mãos emocionados durante vigília à luz de velas em memória às vítimas do atirador na boate gay Pulse, em Orlando, na Flórida (EUA) (Foto: Carlo Allegri/Reuters)

O presidente dos EUA Barack Obama e seu vice, Joe Biden, viajam para Orlando nesta quinta-feira (16) para apoiar famílias das vítimas do massacre de domingo em uma boate gay e para encontrar aqueles que agiram “heroicamente” desde a tragédia.

Quatro dias após o massacre, que fez 49 mortos e 53 feridos e que foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico ao qual o assassino jurou fidelidade, o presidente dos Estados Unidos chega a uma cidade que inicia seu luto.

Obama pretende “afirmar que o país está ao lado da população de Orlando” e da “comunidade LGBT” (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), afirmou na quarta-feira Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca.

O presidente americano pretende se reunir com as famílias das vítimas para “oferecer condolências e conforto”, e também planeja se encontrar com as equipes de emergência, médicos, enfermeiros e paramédicos, “que agiram heroicamente” e “de forma corajosa”, sem qualquer preocupação com sua própria segurança.

O ataque, o mais grave nos Estados Unidos desde o 11 de Setembro, foi cometido por um americano de origem afegã, Omar Mateen, que foi morto durante um tiroteio com a polícia.

O massacre reviveu o debate sobre a venda controlada de armas de fogo, que opõe republicanos e democratas. O assassino, que foi alvo no passado de investigações por supostas ligações com redes extremistas, comprou as armas utilizadas no ataque, um fuzil e uma pistola, legalmente.

A este respeito, os democratas obtiveram uma pequena vitória ao conseguir, após 14 horas de obstrução parlamentar, fazer avançar um projeto de lei limitando o acesso a armas de suspeitos de terrorismo. O texto deverá agora ser examinado no Senado.

Mas isso não garante sua adoção, uma vez que uma medida semelhante falhou em dezembro na câmara alta, onde a maioria republicana votou contra.

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