Líder trabalhista consegue apoio para formar governo na Nova Zelândia

A líder opositora trabalhista Jacinda Ardern está em condições de formar o governo na Nova Zelândia, depois de obter o apoio dos 9 deputados do partido nacionalista Nova Zelândia Primeiro (NZF).

O partido de Ardern conquistou 46 cadeiras no Parlamento. Somando os 8 deputados ecologistas e 9 nacionalistas, contará com o apoio de 63 deputados, dois a mais do que a maioria absoluta de 61.

A trabalhista Jacinda Ardern fala nesta quinta-feira (19) à imprensa após receber apoio para formar governo na Nova Zelânida (Foto: REUTERS/Charlotte Greenfield)

“É um grande dia. Aspiramos a ser um governo para todos os neozelandeses, um governo que aproveitará as oportunidades para construir uma Nova Zelândia mais justa, melhor”, declarou Ardern em um breve comunicado.

Os trabalhistas e os verdes ainda devem aprovar formalmente a formação de um governo de coalizão como NZF, que converteria Ardern na chefe de Governo mais jovem da Nova Zelândia desde 1856 e na terceira mulher a exercer o cargo de primeira-ministra.

“Nós tínhamos a opção entre um status quo modificado, ou a mudança”, disse o líder do NZF, Winston Peters. “Por essa razão, ao fim, escolhemos um governo de coalizão entre o NZF e o Partido Trabalhista”, completou Peters.

“Demonstrou um talento extraordinário durante a campanha, apesar de uma situação desesperadora”, disse Peters.

Nas eleições de setembro, os dois grandes partidos, o Nacional e o Trabalhista, não conquistaram maioria e ficaram pendentes da decisão de Peters.

Winston Peters, de 72 anos, de origem maori e escocesa, opõe-se à imigração asiática e defende um protecionismo econômico.

Ardern, filha de um policial, nascida em 1980 em Hamilton, 130 km ao sul de Auckland, estudou Comunicação e, depois, trabalhou para a premiê Helen Clark e, em Londres, com o ex-primeiro-ministro Tony Blair.

Por sua idade e por sua fulgurante carreira, Ardern foi comparada ao presidente francês, Emmanuel Macron, e ao primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

Fonte: G1

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