Fluxo de até mil imigrantes chegam à Dinamarca para prosseguir à Suécia

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A pior crise migratória da Europa desde a Segunda Guerra Mundial chegou nesta segunda-feira (7) à Dinamarca, onde entre 800 e 1.000 imigrantes e refugiados entraram no país a partir da Alemanha e tentaram seguir para a Suécia, ao mesmo tempo em que os políticos dinamarqueses colocavam as políticas de imigração em debate.

O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, disse a jornalistas, após uma reunião de emergência com líderes partidários, que a maioria dos imigrantes que entraram no país desde sábado não buscariam asilo na Dinamarca, mas sim na Suécia.

Canais de TV dinamarqueses mostraram imagens de refugiados embarcando em trens de Jutland, na parte oeste da Dinamarca próxima à Alemanha, para Copenhague, de onde podem chegar à Suécia em 35 minutos de trem.

Outras imagens mostraram várias dezenas de refugiados caminhando ao longo de uma estrada movimentada até Copenhague. Eles disseram que querem se juntar às suas famílias na Suécia ou que esperam poder receber seus familiares lá mais rápido do que na Dinamarca.

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O premiê afirmou que os refugiados devem buscar abrigo para passar a noite e esperar até que a polícia dinamarquesa coordene com as autoridades suecas a transferência para o país vizinho.

“Nós esperamos conseguir alcançar uma situação em que as pessoas que querem buscar asilo na Suécia possam fazer isso”, disse ele a jornalistas.

“Como autoridade dinamarquesa, não podemos dar apoio para que as pessoas cheguem à Suécia se isso não ocorrer com grau de aceitação das autoridades suecas”, disse ele.

Rasmussen, líder de um novo governo de minoria que depende do apoio de um partido de direita, disse que o controle de fronteiras não seria uma solução e criticou os países da União Europeia por não obedecerem as regras sobre pessoas em busca de asilo.

No ano passado, a Suécia de longe recebeu o maior número de refugiados per capita na Europa. Em termos absolutos, teve cerca de 80 mil pedidos de asilo no ano passado, ficando atrás apenas da Alemanha.

Recentemente, milhares de pessoas procedentes do norte da África têm chegado à costa da Itália e às ilhas da Grécia. De lá, atravessam para a Macedônia, Sérvia e Hungria, para tentar chegar a países ricos da União Europeia, como Áustria, Alemanha e Suécia.

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