EUA abandonam acordo nuclear com o Irã e Obama diz ser ‘erro gravíssimo’

Decisão 

A decisão de Donald Trump era a esperada. O presidente anunciou que os Estados Unidos vão abandonar o acordo nuclear com o Irã, que tinha sido assinado em 2015 durante a presidência de Barack Obama.

O republicano nunca escondeu que não concordava com o acordo com o país iraniano. Por diversas vezes, demonstrou o seu desagrado pela resolução estabelecida e deixou críticas às cedências feitas por Obama.

Os meios estatais iranianos estão informando que o presidente Hassan Rouhani vai reagir a esta decisão ainda nesta terça-feira (8).

Também está prevista uma reunião de Angela Merkel, Theresa May e Emmanuel Macron para analisar esta decisão de Trump.

A decisão dos Estados Unidos vai aumentar ainda mais a tensão no Oriente Médio.

Obama diz que saída de acordo com Irã é ‘erro gravíssimo’

Obama diz que saída de acordo com Irã é 'erro gravíssimo'

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama criticou a decisão de Donald Trump de sair do acordo nuclear com o Irã.

Através de uma publicação em sua página do Facebook, Obama, um dos artífices do tratado, listou diversos pontos do acordo que demonstram sua efetividade.

Ele disse que o pacto com o Irã, assinado durante seu governo, “está funcionando e reduziu significativamente o programa nuclear” de Teerã.

Para o antigo mandatário, o anúncio de Trump foi “mal conduzido” e poderá afastar aliados norte-americanos, além de interferir em suas relações atuais mais delicadas. S

egundo o democrata, a saída do acordo é um “erro gravíssimo” e colocará outras questões em dúvida, como o desarmamento nuclear da Coreia do Norte.

Além disso, de acordo com Obama, a retirada pode significar “uma potencial ou mais destrutiva guerra no Oriente Médio”.

França, Alemanha e Inglaterra discutirão acordo nuclear com o Irã

França, Alemanha e Inglaterra anunciaram que se reunião com o Irã, na próxima segunda-feira (14), tendo como pauta a tentativa de preservar o acordo nuclear, abandonado pelos Estados Unidos nesta terça-feira (8).

“Vamos nos encontrar com os colegas britânicos e alemães, na próxima segunda-feira, e também com representantes do Irã, para analisarmos todas as situações possíveis”, disse o ministro de Relações Internacionais da França, Jean-Yves Le Drian (foto), à rádio RTL.

O acordo foi assinado em julho de 2015 entre o Irão e o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU — EUA, Rússia, China, França e Reino Unido — e a Alemanha) e visa, em troca de um levantamento progressivo das sanções internacionais, assegurar que o Irã não desenvolva armas nucleares.

Conseguido depois de 21 meses de duras negociações, o acordo foi assinado, por parte dos Estados Unidos, pelo antecessor de Trump, Barack Obama.

Fonte: Notícias ao Minuto / Foto: Reprodução

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