Conselho da ONU abre investigação por violência no Burundi

O Conselho de Direitos Humanos da ONU decidiu nesta quinta-feira (17) enviar com urgência investigadores ao Burundi, diante dos atos de violência registrados neste país africano.

Burundi enfrenta uma espiral de violência desde abril, quando o presidente Pierre Nkurunziza anunciou sua intenção de disputar um terceiro mandato, contrariando as disposições da Constituição e o Acordo de Arusha, que pôs fim à guerra civil (1993-2006) entre o exército dominado então pela minoria tutsi e rebeldes hutus.

O Conselho com sede em Genebra decidiu, sem votação, solicitar ao Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUR), Zeid Ra’ad Al Hussein, “organizar e mandar in situ com urgência uma missão de especialistas independentes”.

Mais cedo, a União Africana (UA) pediu que se dê fim à violência em Burundi e advertiu que não tolerará um novo genocídio no continente, segundo mensagem no Twitter do Conselho de Paz e Segurança da UA.

O organismo se referiu ao genocídio ocorrido entre abril e julho de 1994 em Ruanda (vizinho de Burundi), que deixou 800 mil mortos, principalmente da minoria tusis, por membros da etnia hutu.

Homem atira pedras durante protesto contra o presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, em foto de 22 de maio (Foto: Reuters/Goran Tomasevic/File)Homem atira pedras durante protesto contra o presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, em foto de 22 de maio. (Foto: Reuters/Goran Tomasevic/File)

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