Chanceleres da América se reúnem para discutir crise na Venezuela

hanceleres e representantes de países da América estão reunidos nesta terça-feira (8) para avaliar a crise política na Venezuela, em Lima, no Peru, segundo a Reuters.

Eles avaliam uma possível condenação por uma “nova modalidade de golpe de Estado”, depois da instalação de uma Assembleia Constituinte que agravou ainda mais a tensão no país, de acordo com a France Presse.

O encontro acontece após o Mercosul suspender Caracas do bloco por “ruptura da ordem democrática” por causa da eleição da Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.

O presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, crítico de seu colega venezuelano, convocou em Lima os representantes do Brasil, Argentina, Chile, México, Uruguai, Paraguai e alguns países da América Central, além do Canadá, para tomar decisões.

Segundo fontes diplomáticas, consultadas pela France Presse, o primeiro ponto da agenda será a condenação de “uma nova modalidade de golpe de Estado, pois foi criada uma entidade inconstitucional para suplantar as funções de um poder legitimamente eleito, somado à destituição ilegal da Procuradora-Geral”.

A oposição venezuelana ignora a Constituinte, a qual considera um instrumento de Maduro para se perpetuar no poder, e nesta segunda-feira aprovou um acordo no qual desconhece as primeiras decisões dos constituintes, inclusive a destituição da procuradora-geral, Luisa Ortega.

A Constituinte de Maduro também não é reconhecida por Estados Unidos, pela União Europeia e pelos governos de vários países latino-americanos.

Força excessiva

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 5.051 pessoas foram presas na Venezuela desde abril, quando as manifestações contra o presidente Nicolás Maduro passaram a ser diárias. Mais de mil continuam presas. Na avaliação da instituição, o governo tem recorrido ao uso da força excessiva sistematicamente contra manifestantes.

Ministro de relações exteriores de países da América Latina se reúnem em Lima, no Peru, para discutir a crise na Venezuela, nesta terça-feira (8) (Foto: Mariana Bazo/ Reuters)

Fonte: G1

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