Afeganistão ultrapassa os 5.000 casos confirmados

Mais de cinco mil casos da pandemia de covid-19 foram registados no Afeganistão, anunciou hoje o Ministério da Saúde, sendo que a capital, Cabul, é o epicentro da doença. “Estamos trabalhando muito para aumentar a nossa capacidade de triagem”, afirmou o vice-ministro da Saúde, Waheed Majroh, à agência France-Presse, enquanto muitos acreditam que os números oficiais de 5.226 casos e 132 mortes ocultam uma realidade diferente, para pior.

O principal desafio, segundo Majroh, é convencer as pessoas dos perigos do novo coronavírus, já que “muitas não respeitam as distâncias de segurança”.

O Afeganistão, em guerra há 40 anos, está muito mal equipado para lidar com a pandemia, que o Governo afegão tenta limitar com medidas de contenção que, no entanto, são muito pouco respeitadas, particularmente devido à pobreza extrema que atinge a maioria da população.

Poucos afegãos podem se dar ao luxo de sobreviver sem ir para o trabalho e optam por arriscar a infecção em vez de morrer de fome, apesar das autoridades de saúde dizerem que as medidas de contenção atrasaram a propagação do vírus.

Na semana passada, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou que respeitar as distâncias de segurança era “impossível” num país onde, para uma família comum, vivem sete pessoas em quartos pequenos e com pouca ventilação.

O aumento contínuo do número de casos confirmados sugere que o Afeganistão pode ser um dos países com o nível mais alto de infecção no mundo, acrescentou a OIM.

Segundo as autoridades de saúde do país, foram realizados 18.724 testes, num total de 35 milhões de habitantes.

Segundo vários observadores, o vírus chegou ao Afeganistão através da província de Herat, a oeste, quando dezenas de milhares de migrantes afegãos regressaram do Irã, um país fronteiriço e entre os mais afetados pela pandemia.

Segundo dados oficiais, 935 casos da covid-19 foram detectados em Herat, 1.368 na província de Cabul e 579 na de Kandahar, no sul, um antigo bastião dos talibã.

Fonte:Notícias ao Minuto/Foto:Divulgação

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