Varginhense de 10 anos participará do Campeonato Brasileiro de Karatê; CSul esteve na academia e conversou com a atleta, a mãe e o professor da menina

A atleta varginhense Maria Fernanda Pinto Coelho Lecca participará do 28º Campeonato Brasileiro de Karatê Kyokushin 2019. O evento é promovido pela Confederação Brasileira de Karatê Kyokushin Oyama e reunirá atletas de todo o país em São Paulo – SP no dia 26 de maio. A atleta, juntamente com a mãe e seu sensei (professor de karatê), conversou com exclusividade com o CSul.

Maria Fernanda é faixa amarela, está com 10 anos e vai disputar na Categoria “Infantil” (8 a 10 anos). “Esta será a minha primeira vez em uma competição de nível nacional. Estou bem animada, treinando duas vezes por semana e recendo o apoio de familiares e amigos que me incentivam a continuar firme na carreira esportiva”, ressalta a atleta. “To ansiosa pra levar o troféu pra casa”, completou.

Segundo a empresária Daiene Lecca, mãe de Maria Fernanda, os maiores desafios para levar a menina ao campeonato é “torná-la psicologicamente mais forte né. Porque o Karatê é mente e corpo, então, preparar uma filha pra um campeonato, até mesmo pro dia a dia, isso pra mim é o maior desafio”, disse. Ela contou ainda que o esporte “mudou tudo, a auto confiança dela, nossa, a determinação na escola mudou muito. A questão de comportamento, inclusive, a professora dela me chamou pra elogiar ela no colégio. Então vejo que o karatê tem muito muito isso nela. O Karatê tem moldado o caráter comportamental dela. Até mesmo com os amigos, ela tem que ser mais generosa, paciente, auto controle, o que ela não tinha antes”, afirmou.

Maria Fernanda traz na veia o sangue do esporte, que passou de geração por geração. A mãe começou a praticar o esporte aos 8 anos e seu avô também praticou a luta. “Fico muito orgulhosa de estar passando pra minha filha”, comentou a mãe.

Decisão

Segundo Rafael Pereira Lima, sensei da atleta, a iniciativa de participar do campeonato partiu da própria menina. “Ela quis participar do campeonato brasileiro e isso é intensão do aluno. Ele demonstra intensão se ele quer lutar ou não. O professor não vai falar você não pode ou deve lutar, isso parte do aluno. O professor orienta, pois às vezes o aluno não está num nível pra participar de uma competição, mas ai depende do aluno, se ele quiser participar o professor não pode barrar”, disse.

Maria Fernanda passou pelas faixas laranja e azul e agora ocupa a faixa amarela. O professor explicou que “todas as faixas têm exame de graduação, então a Maria Fernanda passou pela graduação da faixa laranja, da faixa azul e agora está na graduação da faixa amarela. A graduação para a faixa amarela já é uma graduação mais puxada, exige uma questão técnica que ela tem que ter um conhecimento da parte teórica de armas do corpo, posições de luta, é tudo em japonês e ela tem que saber. Ela tem que ter esse conhecimento”, disse. Segundo ele a menina precisou concluir alguns desafios para a conquista. “A parte física, flexões de braço, ela teve que fazer também, da azul para a amarela, 30 flexões com o olho fechado, bananeira também com o olho fechado durante 30 segundos, e outras séries de fases que ela teve que cumprir. Por último, da azul para a amarela ela teve que fazer três lutas sem ser nocauteada, ela teve que sair ilesa”.

Para ele, ter uma criança representando a turma “mostra que na academia a gente tem uma criança, porque ela tem 10 anos, com esse intuito de participar. As vezes vemos adulto que não tem essa intensão. Essa vontade dela pode despertar a iniciativa de vários outros”, completou.

Alimentação

Todo atleta que busca voos altos precisa de uma alimentação regrada, deixando de lado pratos suculentos que são do gosto de muita gente no dia a dia. O professor Rafael explicou que “na arte marcial, no esporte em si, o atleta tem que ter uma boa alimentação. O atleta não vai ter evolução, ganhos se ele não se regrar. Mesmo sendo criança ela tem que ter uma boa alimentação, evitando doces, refrigerantes, tudo o que influencia na evolução do atleta”, afirmou ele.

Em casa e no colégio, segundo a mãe, a menina é exemplo de força e determinação. “Ela que me ensina. Ela é super regrada com a alimentação dela. Doces, refrigerantes, essas guloseimas que criança gosta, gordura, nada disso ela consome e às vezes mesmo tendo em casa, ela não come. Ela sempre quer saber se nos pratos dela tem proteínas, carboidratos. No colégio, por exemplo, ela só leva coisas saudáveis”, disse.

“Inclusive o karatê fez com que ela disciplinasse a alimentação, porque ela sabe que chegando aqui ela vai ter mais força para executar os treinos, que não são fáceis, são pesados e que ela precisa estar bem para isso””, completou Daiene.

Redação CSul – Iago Almeida e Ana Luísa Alves / Fotos: Iago Almeida

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