Polícia Civil ainda apura suposto desvio no caixa da Caldense

treino0806_1A Polícia Civil de Poços de Caldas, segue investigando o suposto desvio de recursos do caixa da Caldense. Segundo o delegado regional Sérgio Elias Dias, um inquérito já foi aberto para investigar as supostas irregularidades. A suspeita é de que R$ 2,8 milhões possam ter sido retirados indevidamente do caixa do clube.

A suposta irregularidade foi denunciada por um conselheiro, após um levantamento do presidente do conselho fiscal entre março e abril, que apontou uma diferença nos balanços do clube.

“Esse dinheiro eles não explicam. Não existe uma explicação condizente de onde foi investido esse dinheiro. Além dele, a Caldense está devendo R$ 830 mil em banco pelo último balanço e está sem dinheiro, conforme o próprio presidente falou na reunião”, disse o conselheiro Geraldo Laier.

Segundo o conselheiro, imóveis colocados sob garantia pelo presidente do clube, Laércio Martins, para o pagamento da dívida, não teriam validade. A promessa de pagamento teria sido feita durante uma reunião com o conselho do clube.

“Segundo nossas apurações, esses imóveis não condizem com o que foi dito lá. Eles já estão sob-júdice em outras ações”, disse o conselheiro.

caldense_interninhaA assessoria de imprensa da Caldense informou que o presidente do clube, Laércio Martins, não vai falar sobre as acusações por orientação do departamento jurídico. Laércio apenas informou que o conselho da Veterana já aprovou as contas do 2º triênio de 2013 e 1º triênio de 2014.

Segundo o presidente do conselho deliberativo da Caldense, Carlos Alberto de Oliveira, as contas foram aprovadas por unanimidade e não há irregularidades. Ele também disse que outras medidas serão tomadas na Justiça. O presidente do conselho fiscal do clube, Osvaldo da Lava, foi procurado, mas não atendeu as ligações.

O caso
A apuração sobre as supostas irregularidades começaram em junho. A ação foi protocolada pela advogada Janaína Moreira Pinto, que representa Ernesto Vieira Filho, sócio da Caldense. Além do presidente, são citados também Rovílson Menezes, tesoureiro, que informou não fazer mais parte da diretoria e desconhecer qualquer infração, e Carlos Alberto Oliveira, presidente do Conselho Deliberativo do clube. Osvaldo Dalava, presidente do Conselho Fiscal, também citado, disse por telefone ter avisado sobre irregularidades na prestação de contas. Segundo a advogada, o dinheiro foi retirado do caixa sem a devida comprovação ou emissão de documentos.

Na época, em entrevista à EPTV Sul de Minas, o presidente da Caldense, Laércio Martins, negou a retirada de dinheiro do clube.

“Pelo contrário, nós sempre colocamos dinheiro nosso. Isso não existe.  Eu não aceito isso de jeito nenhum. São pessoas maldosas e irresponsáveis. A Caldense tem o caixa do futebol e tem o caixa do clube. Todo o dinheiro do futebol entra pro futebol. Todo o dinheiro do clube entra pro clube”, disse o presidente na época.

Além de manter a equipe de futebol que atualmente disputa a Série D do Brasileiro, a Caldense possui uma sede social que conta com 11 mil sócios.

 

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