Perto da estrear no UFC após suspensão injusta, Amanda Ribas fala com exclusividade ao CSul

Após pena reduzida, varginhense luta no dia 29 de junho contra a americana Emily Whitmire, no UFC Minneapolis

Após quase dois anos afastada, desde 7 de junho de 2017, quando foi flagrada em exame antidoping por uso de Ostarine, Amanda Ribas está perto de voltar com tudo para o lugar de onde jamais deveria ter saído: o Cage (ringue usado em eventos de MMA).

Amanda possui um cartel de seis vitórias e uma derrota. A peso-palha, que foi campeã mundial de MMA amador em 2014, estreia no UFC após derrotar a chilena Jennifer González, em maio de 2016, no evento Max Fight 18. Seu último revés aconteceu em novembro de 2015, contra Polyana Viana, no Jungle Fight 13.

A suspensão que impedia Amanda de lutar no Ultimate chegou ao fim agora a ansiedade pelo dia 29 de junho está cada vez maior. A adversária, a americana Whitmire tem quatro vitórias e dois reveses na carreira. Ela vem de 2 vitórias dentro da organização. Segundo Amanda, “é muito importante para mim, pegar alguém que está em ascensão dentro do UFC”, afirmou.

Entrevista exclusiva

Em entrevista ao CSul, Amanda Ribas contou sobre os sentimentos que viveu no dia em que foi pega no antidoping e no dia em que recebeu a notícia da redução da pena. A varginhense ainda falou sobre as mudanças que aconteceram nestes quase dois anos ‘parada’. Confira:

Quando você enfim realizava seu sonho de estrear na maior organização de MMA do mundo, uma suspensão por doping interrompeu seus planos. O que isso interferiu em sua vida e carreira?
“Eu tinha ficado muito triste e sem saber o que fazer, porque na minha cabeça eu estava fazendo tudo certinho e não tinha nem noção de onde poderia ter vindo o doping. Mas graças a Deus minha família e meus técnicos me ajudaram muito em relação a isso é a manter o foco pra quando eu voltasse”.

Sua punição foi uma surpresa pra você e todos que te acompanham. Se sente injustiçada por isso?
“Ahh Deus sabe de tudo, às vezes não era a hora ainda para eu estrear no maior evento do mundo de MMA, e eu acredito nisso”.

O que mudou da Amanda Ribas de 2017 para a de 2019?
“Hoje eu me considero uma atleta mais experiente, mais completa. Já participei de vários outros UFC para saber como funciona dentro dos bastidores e é bem diferente de qualquer evento normal”.

Durante o tempo que você cumpria a suspensão, como ficaram seus treinamentos, seu dia a dia com o esporte?
“Eu continuava treinando e ajudando meus amigos de equipe nos treinos para as lutas deles, sempre me mantendo no ritmo. Até porque eu lutei Bjj (Jiu-jítsu brasileiro) e no-gi (luta de submissão – Jiu-Jitsu “sem kimono”) também”.

O que seus fãs podem esperar da sua estreia na categoria pelo-palha contra a americana Emily Whitmire, no dia 29 de junho, no UFC Minneápolis?
“Só de ler essa pergunta eu já fico feliz haha. Podem esperar uma Amanda que vai em busca da vitória! Mostrando que uma pessoa do interior de Minas pode sim conquistar o mundo apenas com um sorriso e muita determinação e disposição de sobra”.

Você tem observado e estudado a adversária? Conhece seu jogo?
“Conheço sim, já tinha assistido lutas da Emily, ela treina até com uma brasileira, a Claudinha Gadelha, ela vem vindo de 2 vitórias dentro da organização e isso é muito importante para mim, pegar alguém que está em ascensão dentro do UFC”.

Você possui um cartel de seis vitórias e uma derrota no MMA. A que você resume esse sucesso na carreira que ainda está no início?
“MUITO treino, muita dedicação muita fé que se Deus me permitir eu vou conseguir dar o meu melhor dentro do Cage”.

Redação CSul – Iago Almeida / Foto: Reprodução Instagram

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