Macaé faz contatos, mas ação contra o Mogi fica em compasso de espera

A ação judicial que o Macaé desenha contra o Mogi Mirim por conta da suposta escalação irregular do zagueiro Henrique Motta deve esperar mais um pouco – e pode, inclusive, partir de outro clube. Durante os últimos dias, membros da diretoria alvianil e até o próprio técnico Josué Teixeira entraram em contato com outras equipes da Série C do Brasileirão e ensaiaram um movimento em conjunto. As respostas, pelo menos por enquanto, foram bem cautelosas.

Até o momento, o Macaé conversou com representantes do Boa Esporte e do Ypiranga – esse último neste sábado, que foi quando as equipes se enfrentaram pela 15ª rodada.

O Macaé entende que ingressar com uma ação dessa na justiça é desgastante – é preciso reunir as provas, disponibilizar seu departamento jurídico… Por isso, vem pensando duas vezes antes de movê-la sozinho. Além do mais, existe uma taxa cobrada para se apresentar a notícia de infração à Procuradoria do STJD – algo em torno de R$ 1 mil, segundo apurou o clube. Ou seja, encontrar outro time interessado na ação significaria dividir esse valor.

A tendência, portanto, é que o Macaé e os outros clubes aguardem o desenrolar do campeonato e a configuração da classificação para tomar alguma decisão. O prazo para realizar esse tipo de denúncia é de 60 dias a partir da data do jogo em que a irregularidade foi cometida (dia 20 de agosto).

No entendimento do Macaé, caso a irregularidade seja comprovada, o Mogi Mirim deverá perder quatro pontos na classificação: três pela infração e um pelo ponto conquistado na partida.

Entenda o caso
O Macaé se baseia no fato de que, na 11ª rodada, no dia 30 de julho, Henrique Motta entrou em campo contra a Portuguesa pendurado com dois cartões amarelos. Levou o terceiro e ainda foi expulso de maneira direta aos 20 minutos do segundo tempo na derrota do Mogi por 1 a 0. E, conforme manda o segundo parágrafo do artigo 51 do Regulamento Geral  de Competições (RGC) da CBF, cumpriu dois jogos de suspensão: primeiro, diante do Guaratinguetá, pela expulsão direta, e, depois, contra o Tombense, pela suspensão automática.

No entanto, no dia 17 de agosto, Henrique Motta foi julgado pela 1ª Comissão Disciplinar e pegou um gancho de dois jogos no STJD em virtude do cartão vermelho direto. No entendimento do Macaé, baseado no primeiro parágrafo do artigo 52 do Regulamento Geral de Competições, o jogador teria que cumprir um jogo a mais de pena além dos dois que já havia ficado de fora, já que o atleta cumpriu um por suspensão automática. Deveriam ser contabilizadas, portanto, três partidas de ausência.

Macaé acredita que Mogi escalou o zagueiro Henrique Motta irregularmente (Foto: José Braz / EPTV)
Macaé acredita que Mogi escalou o zagueiro Henrique Motta irregularmente (Foto: José Braz / EPTV)

Fonte: Globo Esporte/ Sul de Minas

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