Libertadores – River x Boca: Conmebol anuncia nova data da final; Boca pede título e Mineirão e Arena Condá se oferecem para sediarem partida

A Conmebol anunciou nesta terça-feira (27) que a segunda partida da final da Copa Libertadores entre River Plate e Boca Juniors será disputada entre os dias 8 ou 9 de dezembro, em horário e local que ainda serão definidos. Além disso, a entidade sul-americana informou que pagará todos os custos de viagem, hospedagem e alimentação para até 40 pessoas de cada delegação. De acordo com a entidade, a partida não será realizada na Argentina.

“A presidência em conjunto com a administração da Conmebol tomou a decisão de que a partida seja disputada, será em 8 ou 9 (de dezembro) fora do território argentino”, disse o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

Veja na íntegra a carta da Conmebol:

Carta da Conmebol sobre a final da Libertadores — Foto: Reprodução
Carta da Conmebol sobre a final da Libertadores — Foto: Reprodução

Da mesma forma, o artigo 35º estabelece “em caso de qualquer dificuldade ou impossibilidade para disputar um jogo na sede, datas e horários estipulados, caberá ao julgamento exclusivo da Conmebol adotar as modificações que considere pertinentes. A Conmebol poderá ao seu critério modificar datas e horários quando considerar prudente ou necessário. Também poderá mudar a sede do encontro como solução alternativa”.

Por consequência, a Conmebol, em uso de suas capacidades, e para garantir o devido término esportivo da Conmebol Libertadores, resolveu que:

a. O jogo de volta da Final Conmebol Libertadores, edição 2018, será disputado entre os dias 8 e 9 de dezembro, em horário e sede a definir pela administração da Conmebol o mais cedo possível (*sujeito à decisão do Tribunal Disciplinar).

b. A Conmebol cuidará das despesas de viagem, hospedagem, alimentação e traslado interno de até 40 pessoas por delegação.

c. A Conmebol estabelecerá as coordenadas de segurança com as autoridades correspondentes.

O Boca Juniors enviou um documento para a Conmebol pedindo a confirmação do título da Copa Libertadores após o ataque que o ônibus da equipe sofreu antes da decisão contra o River Plate, no domingo passado, no Monumental de Nuñez. O GloboEsporte.com teve acesso ao documento assinado pelo presidente do clube xeneize, Daniel Angelici.

Boca pede título e River tem novo processo

A própria Conmebol abriu um novo processo disciplinar contra o River Plate, por conta dos episódios de violência registrados no último sábado, quando deveria ter sido disputada a final da Libertadores. A partida acabou suspensa porque a torcida do River vandalizou o ônibus do Boca Juniors, que teve jogadores feridos.

Agora são dois recursos que precisam ser julgados pelo Tribunal de Disciplina. Lembrando que o Tribuna de Disciplina é, em teoria, um órgão independente, que atua sem a supervisão da direção da Conmebol:

– um do Boca Juniors, que pede os pontos do jogo de volta e, consequentemente, ser declarado campeão da Libertadores;

– um da Conmebol, que pede sanções ao River por não ter garantido a segurança no jogo que deveria ter sido disputado em seu estádio.

O que a Conmebol quer?

– que o Tribunal de Disciplina negue o recurso do Boca, o que garante a disputa de uma partida final;

– que o Tribunal de Disciplina puna o River Plate (com uma multa, por exemplo) mas não a ponto de inviabilizar a realização da partida final.

Mineirão

Palco da finalíssima de três edições da Taça Libertadores, o Mineirão se colocou à disposição da Conmebol para receber o segundo jogo da final entre os rivais argentinos River Plate e Boca Juniors.

 — Foto: Cristiane Mattos/BP Filmes
— Foto: Cristiane Mattos/BP Filmes

A informação foi publicada primeiramente pela ESPN e confirmada pelo GloboEsporte.com. Segundo a assessoria de imprensa da Minas Arena, administradora do estádio, o ofício foi enviado à Conmebol na segunda-feira. Para receber o clássico argentino, a administradora não vai cobrar o aluguel do Mineirão. Os clubes teriam de arcar apenas com o custo de toda a operação da partida.

Neste ano, o estádio já havia se candidatado para receber o jogo da final da Libertadores a partir do ano que vem, quando será disputada em partida única.

O segundo jogo entre River Plate e Boca Juniors ocorreria no último sábado, em Buenos Aires. Entretanto, foi suspenso por causa do ataque de torcedores do River Plate ao ônibus que transportava a delegação do Boca até o estádio Monumental de Nuñez. Alguns jogadores, como o volante Pablo Pérez e o jovem Gonzalo Lamardo, foram atingidos por estilhaços e tiveram de ser encaminhados a um hospital.

No sábado, após cinco horas de indecisão, a Conmebol resolveu adiar a partida para domingo. Entretanto, o Boca emitiu um comunicado oficial, no domingo, dizendo estar em “desigualdade esportiva”. A Conmebol decidiu, então, adiar a partida e definir data e local do segundo jogo nesta terça, em sua sede, em Luque, no Paraguai.

O Mineirão já recebeu três finalíssimas de Libertadores. Em 1997 e 2009 com o Cruzeiro, que venceu na primeira oportunidade o Sporting Cristal (Peru) e perdeu a segunda para o Estudiantes (Argentina). Em 2013 com o Atlético-MG, que derrotou o Olimpia (Paraguai). Além disso, o estádio recebeu jogos da Copa do Mundo de 2014, inclusive a goleada da Alemanha por 7 a 1 sobre o Brasil nas semifinais, e partidas da Olimpíada 2016.

Chapecó

Foto: Eduardo Florão

Assim como o Mineirão, a Arena Condá também foi oferecida para realizar o segundo jogo da final da Libertadores, entre River x Boca Junior. O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon encaminhou ofício à Conmebol para que o estádio, admnistrado pelo município e utilizado pela Chapecoense, possa receber a decisão. A informação foi divulgada pelo jornalista Rodrigo Goulart, do Diário do Iguaçu, e confirmada pelo GloboEsporte.com.

A intenção é fazer uma espécie de final da paz, em um ambiente neutro e com laços recentes ligados à América do Sul – na quinta-feira o acidente aéreo da Chapecoense completa dois anos.

Para que o jogo seja realizado na Arena Condá, seria necessário um consenso da Conmebol, uma vez que o regulamento prevê estádio com capacidade mínima de 40 mil pessoas. Em 2016, quando chegou à decisão da Sul-Americana, a Chape mandaria o jogo de volta no Couto Pereira, em Curitiba, o que não ocorreu em virtude da tragédia.

“A partir do acidente da Chapecoense recebemos de todo o mundo muita solidadriedade e nos tornamos referência no futebol da paz. Neste momento, não interessa o tamanho do estádio, da cidade, mas sim o tamanho da lição que deve ficar deste tema sobre a final da Libertadores. A lição é que futebol não é isso, precisa ser motivo de alegria para as pessoas, de realização e não motivo de medo e de briga. Chapecó se coloca à disposição. Não acho muita pretensão, Chapecó representa muito bem a solidariedade, os bons valores que o futebol traz. Liguei para o presidente da Conmebol para oficiar aos presidentes do Boca e do River. Acima de tudo levantar esse tema de que o futebol precisa voltar a ser o encontro das pessoas, de realização de alegria e acima de tudo de promover a paz”, disse o prefeito.

Fonte: Globo Esporte / Foto: 

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