‘Lei da Cerveja’ também beneficia rivais mineiros

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Os clubes da capital e as administradoras do Mineirão e do Independência projetam lucrar alto com a liberação da venda de bebidas alcoólicas. Tradicional nos estádios de futebol, a cerveja sempre foi a bebida mais consumida pelos torcedores. Agora, a expectativa dos ‘donos do espetáculo’ é grande para arrecadar ainda mais.

As empresas que administram os estádios da capital negociam contratos de exclusividade na venda de cerveja. Com isso, elas irão faturar duplamente: com a parceria firmada e com as vendas. Em contato com a reportagem, BWA (Independência) e Minas Arena (Mineirão) informam que estão em tratativas com as grandes fabricantes de cerveja do Brasil.

“Estamos em uma negociação comercial para definir marcas e preços. Esta definição deve sair nas próximas horas, já que a venda de cerveja vai ocorrer já no próximo jogo”, afirmou a assessoria de imprensa do Mineirão.

A Minas Arena começará a comercializar as bebidas no Gigante da Pampulha neste domingo, durante o confronto entre Cruzeiro e Palmeiras, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Segundo a lei sancionada pelo governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, a comercialização da cerveja será permitida desde a abertura dos portões de acesso ao público até o último minuto de intervalo da partida, entre o primeiro e o segundo tempo. O torcedor está proibido de consumir bebida alcoólica nas arquibancadas e cadeiras do estádio.

Atualmente, as vendas dos bares dos estádios para os clubes têm rentabilidade aquém da esperada. Com a liberação da cerveja, essa realidade pode mudar. Atlético e Cruzeiro têm margem de lucro diferentes nos bares. Parceiro comercial da BWA, o Galo tem direito a 45% de tudo que for consumido no Horto. Já o Cruzeiro fica com 33,33% da comercialização das lanchonetes do Mineirão. O acordo do Galo com a gestora do Gigante da Pampulha não foi divulgado por ambas as partes.

Os clubes aprovam a mudança. “A proibição nunca impediu que os torcedores tivessem acesso ao consumo de bebidas na parte externa dos estádios. Na prática, o que se vê são vendedores ambulantes e bares faturando com a venda de bebidas sem gerar nenhuma receita para os clubes”, entende o presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, em entrevista ao Superesportes em julho.

O Atlético pensa o mesmo: “Hoje os clubes perdem receita em uma proibição sem sentido. Em todos os jogos, as cervejas são vendidas ao lado dos estádios, sem controle, sem nenhuma fiscalização. O futebol está mudando, temos que dar comodidade ao torcedor, trazer as pessoas para dentro do estádio”, frisa o diretor jurídico do Atlético, Lásaro Cândido da Cunha.

 

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