Joedison “Chocolate” bate argelino e avança às oitavas da Olimpíada

Empurrado pela torcida, Joedison Teixeira, o “Chocolate”, estreou com vitória em Jogos Olimpícos. Debutando em Olimpíada aos 22 anos, o baiano contou com muita força das arquibancadas e até gritos de “Uh, Vai Morrer” para derrotar o argelino Abdelkader Chadi e avançar para as oitavas de final dos meio-médios ligeiros (até 64kg) do boxe. Chadi era bem mais experiente que o baiano. Enquanto Joedison estreia em Olimpíada, aos 22 anos, o argelino tem 29 e esteve nos Jogos de Pequim 2008, quando inclusive chegou nas quartas de final, e também lutou em Londres 2012, caindo na primeira fase.

O boxeador brasileiro confirmou a vitória por decisão dividida, 2 a 1 (1º round 30-27; 2º round 29-28 e 3º round 28-29). Agora Chocolate pega nas oitavas de final o turco Batuhan Gozgec, que venceu o camaronês Mahaman Smaila na decisão unânime.

– Ansiedade estava muito grande, a mil. Ele é um adversário faltoso, vem muito com a cabeça. No primeiro round ele ainda estava enérgico, foi algo que me perdi. Ele estava me segurando, reclamei com o juiz, e consegui me acertar. Já era uma estratégia dele, não tinha porque o juiz separar, porque ele golpeava. Eu fazia o gesto para ele soltar, e ele não soltava. Os técnicos pediram para não reclamar, pois o juiz estava certo – disse Joedison, feliz com a vitória na estreia.

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Brasileiro levou vantagem nos três rounds (Foto: REUTERS/Peter Cziborra)

QUEM É CHOCOLATE?

Baiano, Joedison “Chocolate” Teixeira começou na modalidade por influência do pai, que foi pugilista profissional. Aos 11 anos, após ver seu herói perder uma final, ele passou a sonhar com a Olimpíada e começou os treinos no esporte que até então considerava de loucos. A vaga olímpica, porém, era distante no ciclo da Rio 2016. O lugar de titular era de Everton Lopes, que esteve em Pequim 2008 e Londres 2012.

No ano passado, Everton se tornou profissional e abriu caminho para Chocolate, que era seu primeiro reserva. Foi através do boxe que Joedison ganhou o apelido. Mas, a alcunha não é pela guloseima. Seu treinador, Messias Gomes, o comparava ao lendário pugilista cubano Elígio Montalvo, conhecido como Kid Chocolate.

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