Depois de apenas dois meses e 45 minutos jogados, goleiro Bruno rescinde com o Vulcão

Presidente do Poços de Caldas disse que o contrato não era viável para as duas partes, pois o salário de Bruno era incompatível coma realidade do clube

Redação CSul – Iago Almeida /Foto destaque: Alex de Jesus/O TEMPO

Durou pouco o contrato entre o goleiro Bruno Fernandes e o Poços de Caldas Futebol Clube. Representantes das duas partes anunciaram a rescisão do contrato, nesta segunda-feira (28). Bruno ficou apenas dois meses na equipe e atuou somente por 45 minutos em campo, em amistoso no dia de sua apresentação.

O Poços de Caldas irá disputar a terceira divisão do Campeonato Mineiro, em 2020.

Apresentação e amistoso

Para que Bruno estivesse campo, o clube e sua defesa tiveram de pedir uma autorização especial ao Judiciário, para que o arqueiro pudesse deixar Varginha, onde cumpre pena em regime semiaberto, para viajar a Poços de Caldas, que fica a 150 km de distância.

Reprodução Poços de Caldas

Polêmica

Depois de ter anunciado Bruno em 27 de agosto deste ano, o Vulcão se envolveu em polêmicas com a Federação Mineira de Futebol e não pôde registrar seus jogadores, incluindo Bruno, na CBF. Isso porque o clube não havia pagado ou chegado a um acordo sobre o pagamento das dívidas que possui, e, com isso, não possui licenciamento para atuar em 2019.

O que diz o jogador

A advogada de Bruno, Mariana Migliorini, e o jogador alegaram que os salários estavam atrasados, além do Poços não cumprir com as outras obrigações acordadas no contrato, assinado no mês de agosto.

“A rescisão de contrato aconteceu quando o clube não pagou salário, não forneceu material de trabalho. O clube não tem sequer regularizada sua situação com os antigos sócios, nem com a Federação Mineira. Os atletas estavam em condições deploráveis, pagando para estar no clube”, acusou a advogada de Bruno, Mariana Migliorini, ao GloboEsporte.com.

O que diz o clube

O presidente do Poços de Caldas, Paulo César da Silva, chegou a negar a rescisão, mas depois reconheceu a liberação do goleiro em entrevista ao jornal Estado de Minas. Segundo ele, o contrato não era viável para as duas partes, pois o salário de Bruno era incompatível coma realidade do clube.

“Em dois meses de contrato, ele jogou 45 minutos. Para o clube bancar um contrato de um jogador para ele não jogar, fica difícil. O atleta não estava contente também por ser um clube menor, então a gente decidiu rescindir”, disse o cartola. “O clube atrasou o salário dele, e ele não estava contente”.

Situação de Bruno

Preso em setembro de 2010 e condenado em março de 2013 pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho, Bruno foi sentenciado a 20 anos e 9 meses de prisão.

Recentemente, em 18 de julho, conseguiu o direito à progressão ao regime semiaberto. De acordo com o novo regime, Bruno tem que se recolher em domicílio a partir das 20h até às 6h da manhã seguinte, bem como domingos e feriados.

A advogada do goleiro garante que ele já estuda novas propostas e, enquanto não encontra um novo clube, continua treinando em Varginha.

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