Cruzeiro volta a passar em branco e fica no empate com a Universidad de Chile

Mano Menezes mudou as peças, mas o Cruzeiro voltou a mostrar pouco repertório na criação das jogadas e ficou no empate sem gols com a Universidad de Chile nesta quinta-feira, no Estádio Nacional Júlio Martínez Prádanos, em Santiago. É o terceiro jogo da equipe celeste pelo Grupo 5 da Copa Libertadores e o segundo compromisso em que o time passa em branco – perdeu por 4 a 2 para o Racing na Argentina e empatou por 0 a 0 com o Vasco no Mineirão.
Com mais um empate, o Cruzeiro completa três jogos sem vitória na competição sul-americana. Como na outra partida da chave o Vasco foi goleado por 4 a 0 para o Racing, na Argentina, o time de Mano Menezes ganhou uma posição no Grupo 5. Chegou aos dois pontos, um a mais do que o adversário brasileiro. La Academia lidera com tranquilidade (sete pontos), enquanto La U, em segundo, acumula cinco.
O Cruzeiro agora tira a Libertadores da cabeça para voltar atenções ao Campeonato Brasileiro. O time de Mano Menezes deixa Santiago em voo direto para o Rio de Janeiro, onde visita o Fluminense neste domingo, às 16h, pela 2ª rodada do torneio nacional. O próximo compromisso pela competição sul-americana é contra a mesma La U, desta vez no Mineirão. A Raposa recebe os chilenos na quinta-feira, às 19h15. Se vencer o duelo por 2 a 0, a equipe celeste ultrapassa a Universidad.
O jogo
Mano Menezes surpreendeu e escalou o Cruzeiro com três alterações para o jogo no Chile. Ele tirou Ariel Cabral, Robinho e Rafael Sobis para promover as entradas de Lucas Silva, Rafinha e Mancuello no time titular. O objetivo foi reforçar a marcação e conter o ímpeto ofensivo dos velozes alas do adversário. Embora defensivamente a estratégia tenha dado certo, a equipe abdicou de propor jogo ou se segurar a posse de bola no setor ofensivo – pelo menos na primeira parte da etapa inicial. Sem referência no ataque, não conseguiu criar, por meio de jogada trabalhada, uma chance sequer de finalização dentro da área.
As melhores e únicas oportunidades de Universidad de Chile e Cruzeiro foram com finalizações de fora da área. Os donos da casa testaram Fábio aos 3′, em chute de Soteldo, mas o goleiro celeste fez  intervenção tranquila. A Raposa tentou algumas jogadas de bola aérea, especialmente com o zagueiro Dedé nas bolas paradas, mas respondeu mesmo apenas aos 39′. Lucas Silva testou de longa de distância e conseguiu acertar o travessão do gol de Johnny Herrera, que só acompanhou a bola.
Nada mudou na volta para o intervalo. Assim como no primeiro tempo, o Cruzeiro sofreu com a falta de repertório e teve imensa dificuldade para entrar na área da Universidad de Chile ou de criar as chances para marcar. Apostava nas bolas de longa distância, mas nem elas eram bem executadas. Do outro lado, o adversário assustava o goleiro Fábio. Aos 20′, o camisa 1 precisou fazer defesa importante depois que os zagueiros ficaram só observando Rodríguez tentar de cabeça. Tentando dar alguma criatividade ao time, Mano trocou Mancuello por Robinho.
A primeira chance clara do Cruzeiro foi aos 24′. Arrascaeta aproveitou erro da zaga chilena, recuperou a posse de bola e avançou até a área de Johnny Herrera. O uruguaio finalizou na saída do goleiro, mas a bola raspou na trave. Com a Universidad de Chile partindo para cima com mais intensidade e de olho no gol que lhe daria a vitória, a Raposa ainda tentou aproveitar os espaços dados. Aos 25′, Rafinha partiu em velocidade, tocou para Egídio, mas o lateral errou no cruzamento para Thiago Neves. Aos 41′ e aos 42′, com Sassá, os visitantes assustaram, mas nada que mudasse o placar final da partida no Estádio Nacional.
Fonte: Super Esportes / Foto: Martin Bernetti

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