Cruzeiro vence Atlético-PR na Arena da Baixada e Galo é eliminado nos pênaltis pela Chapecoense

Cruzeiro vence o Atlético-PR de virada e abre vantagem nas oitavas

Com dois gols no segundo tempo, o Cruzeiro conquistou uma importante vitória sobre o Atlético-PR, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Foto: ESTADÃO CONTEÚDO

O torcedor do Cruzeiro teve que esperar até o fim. Mas não se decepcionou. A Raposa segue na sua toada em 2018. Na noite de ontem, foi a vez de dar as cartadas na Copa do Brasil. Atuando na Arena da Baixada, o atual campeão da Copa do Brasil venceu o Atlético-PR por 2 a 1, de virada, com dois gols na reta final do confronto. Primeiro com Henrique, aos 34 min, e depois com Raniel, aos 47 min. Uma longa espera agora se interpõe à Raposa. O jogo da volta acontece só depois da Copa da Rússia, no dia 16 de julho, no Mineirão. Mas a classificação às quartas se encaminha com um empate.

Nesta maratona, o próximo passo objetivo é sábado. O clássico mineiro no Independência, pelo Campeonato Brasileiro. Três pontos atrás do rival na tabela, o Cruzeiro pode encostar nos líderes do torneio nacional e dar mais um passo no planejamento da temporada.

O JOGO  
O Cruzeiro iniciou sua jornada na corrida dos milhões da Copa do Brasil deste ano até acossando a saída de bola do Atlético-PR. Um time consciente, tentando controlar a posse de bola. Mas o Furacão de Fernando Diniz também tinha suas armas. Aquele jogo buscando as subidas pelas laterais, principalmente na ponta direita. Aos poucos, o time da casa foi testando o sistema defensivo do Cruzeiro no jogo aéreo. Mas a Raposa não se intimidava. Aos 26 min, Sassá subiu de cabeça, mas tirou muito do goleiro Santos na hora daquela “casquinhada”.

Os paranaenses, por sua vez, insistiam. Reclamaram de pênalti em uma bola cabeceada por Thiago Heleno e desviada por Dedé de ombro. E quando o Cruzeiro parecia muito mais equilibrado, eis que veio o castigo na bola parada. Fábio, sem dúvidas, é um dos melhores goleiros do país, mas os grandes também erram. O camisa 1 deu um passo em falso e quando tentou se recuperar aceitou o chutaço de Carleto. Uma pancada do meio da rua, aos 41 min da etapa final, para vazar a defesa celeste. O Cruzeiro não sofria um gol há cinco jogos. 

Mano Menezes não promoveu nenhuma mudança de cara na segunda etapa. Confiou nos 11 que mandou a campo. Atrás no marcador, o time estrelado esboçou um retorno animado. Mas o jogo morno tomou conta. Muitos erros, a falta daquele último passe mais caprichado. E isso dos dois lados.

Faltava algo para acender aquela chama meio apagada na Arena da Baixada. Quem iria animar o duelo seria Henrique. No dia do seu aniversário de 33 anos, o capitão do Cruzeiro não pensou duas vezes. Aos 34 da etapa final, o camisa 8 viu o clarão e chutou forte da ponta direita. A bola desviou em Thiago Heleno e foi parar no fundo das redes de Santos. E como quem espera sempre alcança, Raniel, que entrou na vaga de Sassá, ganhou do marcador na disputa e fez o gol da vitória, aos 47 min. Um passe magistral de Sassá. A quarta vitória seguida do Cruzeiro na temporada.

Atlético joga bem, fica no empate novamente e é eliminado nos pênaltis pela Chapecoense

Atlético Fábio Santos
Atlético foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil Foto: Bruno Cantini/Atlético

Na abençoada Arena Condá, são Victor não faz milagre. Depois de dois jogos e 180 minutos sem gols, a disputa da vaga às quartas de final da Copa do Brasil parou nos pênaltis. Mas desta vez, mesmo pegando uma, o camisa 1 não evitou a eliminação do Atlético na competição mata-mata. Ricardo Oliveira e Róger Guedes, por coincidência, os artilheiros do time na temporada, desperdiçaram as penalidades e Chapecoense venceu a disputa por 4 a 3.

O Galo deixa de ganhar mais R$ 3 milhões na milionária competição e, de agora até o fim do ano, só tem o Campeonato Brasileiro em disputa já que, na semana passada, com um time reserva também “abriu mão” da Sul-Americana.

Mais do que isso, o time mineiro sofre sua segunda eliminação precoce em Copas na temporada. Após cair na Sul-Americana, na semana passada, o presidente atleticano, Sérgio Sette Câmara disse que a competição não era importante e não seria priorizada pelo Galo. Agora, o clube tem pela frente apenas o Brasileiro.

O técnico Thiago Larghi surpreendeu na escalação, deixando Gabriel no banco, montando a zaga com Bremer e Leonardo Silva. No setor ofensivo, Cazares e Otero também iniciaram o jogo, com Luan entre os reservas.

Mesmo atuando longe de seus domínios, foi o Galo quem tomou a iniciativa. Acompanhado de perto pelos pais nas arquibancadas, Róger Guedes era a válvula de escape do ataque alvinegro pela esquerda, tendo Cazares para armar o jogo mais atrás.

Empurrada por seu fiel torcedor, a Chape, aos poucos, encontrava seu espaço e passava a incomodar com certo perigo. Apesar da disposição em campo, o primeiro tempo, no fim das contas, foi de baixa qualidade técnica. E o Galo só não saiu no prejuízo porque o goleiro Victor salvou uma daquelas bolas.

O alvinegro voltou para a segunda etapa com novo gás, mas ele durou poucos. A equipe catarinense passou a agredir perigosamente, obrigando Victor a trabalhar bem Otero, que não se justifica apenas pela bola parada, foi sacado, assim como Gustavo Blanco, mal também. Entraram Erik e Elias. Só que o time mineiro não estava se encontrando, salvo alguns lampejos, em arremates de Cazares. Ricardo Oliveira foi outro que teve atuação apagada.

Não teve como. A vaga ficaria mesmo para os pênaltis. E com Fábio Santos expulso no fim da partida, o Galo perdeu seu principal cobrador de penalidades. Ricardo Oliveira e Róger Guedes não converteram para o Galo. Victor pegou um, de Bruno Pacheco, mas não foi o suficiente para a vitória na disputa penal. As penalidades convertidas pelo Verdão foram de Wellington Paulista, Luiz Antônio, Nadson e Rafael Thyere. Luan, Leonardo Silva e Cazares marcaram para os mineiros.

Fonte: Super FC 

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