Croácia e Inglaterra travam batalha para fazer história na Copa do Mundo

Duas seleções que não eram apontadas como favoritas antes de a Copa do Mundo começar decidem nesta quarta-feira, a partir de 15h (de Brasília), quem continuará a surpreender. Croácia e Inglaterra se enfrentam no Estádio de Luzhniki, em Moscou, pela semifinal do Mundial, para fazer história.

Enquanto os croatas lutam pela inédita presença na decisão – superando, assim, a campanha de 1998, quando, comandada pelo atacante Suker, também foi semifinalista –, os ingleses tentam quebrar escrita de 52 anos: a última vez em que estiveram em uma final foi em 1966, quando, como anfitriões, conquistaram o único título mundial que têm em sua galeria.
Dos dois lados a intenção, porém, é evitar a carga extra que os tabus podem suscitar. “Estamos atentos, mas sem razão para estarmos nervosos ou sob pressão. Estamos aqui para desfrutar, jogar bom futebol. E não importa quem está do outro lado, estamos aqui para jogar nosso melhor futebol. O resultado será o que tiver de ser”, disse o técnico croata Zlatko Dalic.
Fotos: Pierre-Philippe Marcou e Manan Vatsyayana/AFP

“Estamos apenas nos concentrando no que queremos fazer. Queremos  continuar. Pegamos jogo por jogo, e este já é um jogo enorme, não há necessidade de torná-lo maior”, destacou o armador inglês Henderson.

Eles descartaram a condição de surpresa nos dois lados. Afinal, contam com jogadores experientes, acostumados a grandes partidas. “A Croácia tem ótimos jogadores em grandes clubes da Europa. É verdade que não temos um resultado importante como seleção, nos últimos anos estivemos abaixo do que podemos. Mas não deveria ser surpresa estarmos entre os quatro finalistas, pela qualidade dos jogadores. Eles foram subavaliados por muito tempo, pela falta de resultados da seleção. Esta é a chance de estarem na história”, ressaltou o treinador croata.

Já o comandante do English Team, Gareth Southgate, disse que seus jogadores já mostraram o suficiente para merecer o respeito de todos. E vão continuar com a mesma postura diante da Croácia: “Queremos aproveitar o jogo, continuar a fazer o melhor no Mundial. Estamos orgulhosos dos nossos jogadores, se comportaram muito bem, mesmo sob muita pressão, como na disputa por pênaltis (contra a Colômbia, nas oitavas de final)”.

Também há muita vontade de lado a lado de agradar aos torcedores. “Somos um país pequeno, com população pequena. E o nosso sucesso está sendo muito comemorado lá. Estamos felizes por isso, as pessoas estão acreditando na gente e certamente vão comemorar muito (em caso de vitória)”, comentou o zagueiro Lovren, que foi seguido pelo treinador da equipe: “O futebol fez muitas pessoas felizes na Croácia. Não posso imaginar o que acontecerá se ganharmos. Talvez vá todo mundo para ruas, talvez ninguém vá trabalhar”.
Passado
Se a Copa do Mundo as une, a história separa as duas semifinalistas desta quarta-feira. A Croácia se tornou independente a partir da dissolução da Iugoslávia, em 1991, e só disputou o primeiro Mundial em 1998. O começo promissor, porém, não se confirmou, com a equipe sendo eliminada na primeira fase em 2002, na Coreia do Sul/Japão, e em 2006, na Alemanha. Em 2010, foi ainda pior: não se classificou para ir à África do Sul. Voltou em 2014, no Brasil, mas novamente não passou da primeira fase, em chave que tinha a Seleção Brasileira, Camarões e México.
Já a Inglaterra tem muito mais história, incluindo o título de 1966. Foi, ao lado da Escócia, o primeiro país a reunir uma seleção: em 1872, ingleses e escoceses disputaram o primeiro jogo entre nações. Foi também um dos primeiros países a se filiar à Fifa, em 1906, dois anos depois da fundação da entidade máxima do futebol. Dos nove presidentes efetivos da federação, três eram ingleses.
Fonte: Super Esportes / Foto: Reprodução

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