Atlético dá vexame histórico, diretores e comissão técnica são desligados do clube

Redação CSul – Alisson Marques/Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

Um dos maiores vexames da história da Copa do Brasil, se não o maior. Assim pode ser definida a eliminação do Atlético-MG diante do modesto Afogados-PE.

O jogo da última quarta-feira (26), em Pernambuco, não marcou apenas a despedida do ‘Galo’ da competição, mas também o adeus de Rafael Dudamel que ficou apenas dois meses no clube, comissão que veio com o treinador, Rui Costa (diretor de futebol) e Marques (gerente de futebol). 

O confronto

Para o Afogados, o jogo valia uma classificação histórica. O clube de Ingazeira sonhava e fazer história e com os mais de R$ 2 milhões (dinheiro pago pela classificação), pensava em construir seu próprio CT. O que nenhum torcedor poderia imaginar, é que o clube se classificaria jogando com um jogador à menos, por mais de 25 minutos de partida.

O primeiro tempo foi bastante truncado e com pouca criação. Rafael Dudamel optou por um esquema com três zagueiros, liberando Guga e Arana para atacarem mais. Em uma dessas estocadas, Arana acertou à trave dos mandantes. Aliás, Arana era o melhor jogador atleticano na partida. Por outro lado, a ‘Coruja Nordestina’, tentava os contra-ataques principalmente com seus dois atacantes: Philip e Diego Ceará.

No segunda etapa, o Atlético voltou melhor, mas foi o Afogados que abriu o placar com Candinho, após um lindo chute de fora da área. Três minutos depois, Gabriel empatou para os visitantes. Tudo se complicou ainda mais o clube pernambucano, quando Márcio foi expulso. O relógio marcava 22 minutos e para muitos o Atlético comandaria as ações do jogo a partir daquele momento. Contudo, foi o Afogados que aprontou novamente; Philip fez linda jogada, tirou Arana e Gabriel do lance e bateu sem chances para o goleiro alvinegro. Depois do gol, o Galo reagiu e novamente empatou a partida, dessa vez com Ricardo Oliveira. O jogo seguiu e já no fim do tempo normal, Hyoran fez dura falta em Philip e também foi expulso.

Pênaltis

Nos pênaltis, o Atlético largou e muito bem, deixando clara impressão de que se classificaria. O Galo converteu os dois primeiros, enquanto o Afogados errou as primeiras cobranças. Porém, o que ninguém sabia é que a partir daquele momento, os cobradores da Coruja não perderiam cobranças e um herói improvável entraria em ação, o goleiro Wallef. Nas duas cobranças seguintes dos visitantes, Wallef se consagrou e defendeu ambas. O goleiro que usava um estilo diferente, usando boné, se tornava ali um personagem e tanto no jogo. Os pênaltis seguiram, até que Gabriel chutou pra fora e Heverton marcou o gol histórico. O Afogados estava na próxima fase.

Demissão em massa 

Após outra eliminação e dessa vez de forma vexatória, à diretoria atleticana resolveu não seguir com Rafael Dudamel no comando da equipe. Com ele, foram membros da comissão técnica. Entretanto, as mudanças não foram apenas no campo, fora deles os diretores Rui Costa e Marque também foram demitidos. Além da queda na Copa do Brasil, o Galo também foi eliminado da Copa Sul-Americana, pelo Unión, da Argentina, nas mãos de Dudamel. O clube é o quarto colocado no Campeonato Mineiro onde enfrenta o Boa Esporte, na próximo domingo (1°), às 19h, em Varginha.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *