Atlético confirma atraso de salário dos atletas

O Atlético ainda vive expectativa de se classificar para a Copa Libertadores de 2018. O Alvinegro, 10º colocado do Campeonato Brasileiro, precisa da vitória contra o Grêmio, domingo, às 17, no Independência, além de uma combinação de resultados para disputar mais uma vez a competição continental. Mas o desafio do Galo nesta semana vai além das quatro linhas. A diretoria do clube trabalha para quitar os salários de outubro, que venceram em novembro.

A informação, publicada pelo Globoesporte.com, foi confirmada pelo Superesportes com o presidente Daniel Nepomuceno. O mandatário alvinegro, que deixará o cargo no fim da temporada, afirmou que o clube deve por alguns dias, mas promete resolução da situação.

“Tem uma folha atrasada, coisa de alguns dias. Isso é normal no futebol. Vamos resolver”, limitou-se a dizer o presidente. Além dos salários, os direitos de imagem de outubro também não foram pagos aos atletas.

A diretoria alvinegra, chefiada por Daniel Nepomuceno, trabalha para quitar os débitos antes de deixar o clube para a próxima gestão. Além do salário atrasado, o clube terá que acertar os vencimentos de novembro e dezembro, além do 13º salário. Não existe previsão de novas receitas para a reta final do ano, a não ser a premiação da CBF para os participantes do Brasileiro. Como 10º colocado, o clube receberia hoje R$ 1.594.350,00.

Este ano, o Atlético teve que vender alguns jogadores para cumprir com as obrigações financeiras. As transferências de Lucas Pratto e Maicosuel, ambas para o São Paulo, ajudaram a aliviar o caixa alvinegro. No entanto, num primeiro momento, parte dos recursos recebidos pela venda do argentino foi bloqueada na Justiça pelo Grêmio.

Planejamento de redução salarial

Para a temporada 2018, o Atlético planeja reduzir em R$ 30 milhões os gastos com salários, imagens, encargos sociais e prestadores de serviços. Em 2017, a expectativa é fechar as contas com R$ 147 milhões destinados a esses tipos de pagamentos.

O valor para 2018 engloba futebol profissional (R$ 94,4 milhões), de base (R$ 7,1 milhões), clubes de lazer (R$ 5,3 milhões) e administração (R$ 6,88 milhões).

A expectativa de gasto apenas com futebol profissional em 2017 era de cerca de R$ 120 milhões. Em 2016, segundo o balanço financeiro disponibilizado pelo clube, foram gastos R$ 124 milhões nesse setor.

A possível renovação de Robinho, inclusive, passa por uma redução salarial do atleta. O jogador já ressaltou que aceitaria um valor menor para continuar no clube em 2018.

Fonte: Superesportes

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