Aos 66, vovô encara academia para além dos exercícios: “Me dá suporte”

Roberto Pith acompanhado do educador físico Felipe Augusto (Foto: Crisneive Silveira)
Roberto Pith acompanhado do educador físico Felipe Augusto (Foto: Crisneive Silveira)

Muita gente reclama da falta de tempo para tudo, inclusive, para se exercitar. Mesmo assim, há quem dobre as horas e, num esforço a mais, consiga caminhar numa praça perto de casa, pedalar ou ir à academia. O publicitário Roberto Pith é um desses exemplos. Aos 66 anos, ele faz da musculação mais do que uma simples rotina de exercícios, mas uma prática diária de sociabilidade e de manutenção da saúde. Mesmo na terceira idade, apesar de não aparentar, ele dá aula de disposição e disciplina. Praticando exercícios regularmente há oito anos, quando não frequentava academia, ia para a caminhada na praça perto de casa, onde morava, no Papicu, em Fortaleza. Hoje, morando ao lado de uma, não perde a oportunidade e marca presença todos os dias. Trabalhando na área de atendimento, ele chega a percorrer 60km diariamente pela Capital cearense.

– Foi quando entrei na academia que me aprimorei mais nos exercícios. No meu trabalho preciso me deslocar bastante. Se não fosse a academia, não teria esse pique todo. Diante da rotina de estresse e trânsito, é a musculação que me dá suporte – avalia.

– Minha autoestima melhorou. Indico para todo mundo fazer. Eu tinha dores nas articulações e hoje não sinto mais nada. Mas tem que ser feito com prazer e ter compromisso – avisa.

Educador Físico, Felipe Augusto, 34, fala da maior frequência do público da terceira idade na academia em que coordena. Ele explica um pouco do trabalho que é realizado e da importância do exercício físico nessa etapa da vida.

– Com o tempo, vamos perdendo certas capacidades físicas. Há uma perda de locomoção, força e flexibilidade. A ideia da atividade física não é reverter esse processo, mas retardá-lo. Então, quanto mais cedo a pessoa iniciar, melhor. Aí, orientamos a buscar uma atividade que a pessoa goste. Não adianta fazer uma atividade em que não se reconhece fazendo – explica.

– Há todo um processo de adaptação. A prática diária da musculação aumenta a força e, com isso, evita a queda. Essa força vai minimizar possíveis efeitos de uma queda, no caso de idosos. Ainda há uma melhora significativa na postura. E o exercício físico não busca somente a questão estética, mas também a funcionalidade. São trabalhadas as capacidades físicas do corpo para isso ser usado no dia a dia da melhor maneira possível – diz.

Além de melhorar a autoestima e servir como fator preventivo a doenças, frequentar a academia é também fator positivo para a sociabilidade do idoso.

– Há um ganho social muito grande, que é uma das prerrogativas da atividade física. Muitas vezes o exercício nas aulas de dança ou de luta são em conjunto e isso faz com que novas amizades nasçam, por exemplo – conclui.

Fonte: Globo Esporte

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