Produtora usa música clássica para melhorar qualidade do café

Uma cafeicultora do Sul de Minas resolveu inovar na busca por uma melhor qualidade dos grãos produzidos na fazenda dela, que fica em Três Pontas. Utilizando uma técnica que ela desenvolveu a partir da própria experiência e de muitos estudos, a produtora decidiu incluir um ingrediente a mais durante o processo de descanso dos grãos antes do beneficiamento: a música clássica.

Os toques, a melodia, tudo é muito suave, tranquilo. Tanto que atrai até a atenção dos passarinhos que parecem cantar junto com a música. No repertório, Bach, Beethoven, Tchaikovsky, tudo da melhor qualidade e que, para a produtora, tem uma explicação bem lógica.

“A música vem justamente para tentar reduzir a frequência vibratória deste grão, porque aqui nós estamos falando de um organismo vivo, assim como nós, este é um ser vivo. É uma forma que a gente tem de dar um carinho, um aconchego, de deixar ele na maternidade um pouquinho para que ele nos encante depois na hora que entrar na xícara e sair pelo mundo à fora encantando e surpreendendo pessoas”, diz a cafeicultora Carmem Lúcia Chaves de Brito.

Mesmo quem está acostumado a tomar café o tempo todo, garante que a terapia musical dá resultado.

“A gente percebe que ele acentua muito mais essas questões sensoriais, todos esses atributos, nuances, sabores que eles apresentam, depois do tempo que eles descansam, eles tendem a aumentar. A gente prova e aprova essa questão da música”, diz José Carlos Fonte Neto, provador de café.

Cafeicultora cria técnica para deixar grãos descansarem no Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV)
Cafeicultora cria técnica para deixar grãos descansarem no Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV)

A resposta, que também vem dos clientes, faz a produtora acreditar cada vez mais que todo tipo de investimento vale a pena, inclusive o musical.

“É o minimo que a gente pode fazer. É dar esse mimo, esse zelo e esse carinho para esses grãos tão fantásticos que encantam mundo a fora. Acho que vale e a gente nunca vai deixar de ter música para eles e de boa qualidade”, diz a produtora rural.

Do G1 Sul de Minas

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