Parte da história do Flipoços, Monja Coen relembra carreira de jornalista

 

monja_interna2Pela quarta vez no Festival Literário de Poços de Caldas, uma das líderes do zen budismo no Brasil, Monja Coen, falou sobre a carreira de jornalista na época do militarismo, que abandonou após começar a meditar.

Com o livro ‘A sabedoria da transformação’, Monja Coen palestrou sobre o tema e destacou a importância do presente. “O momento é agora. Comece, pratique, busque”, é uma das frases que consta no livro.

Após a palestra, na manhã desta sexta-feira (1), Monja Coen autografou e atendeu ao público por cerca de 1h30, antes de falar com o G1. Na entrevista ela contou sobre o período em que atuou no Jornal da Tarde, em São Paulo.

“Ser jornalista é uma carga emocional muito grande. Você lida com muitas informações e emoções, muitas vezes negativas. Foi isso que me obrigou a buscar um caminho alternativo”, contou.

Apesar de ter atuado como repórter durante a ditadura militar, Monja Coen comentou que o primeiro contato com o budismo veio também a partir do jornalismo. “Tinha o lado ruim, de estar na rua, ver mortes, lidar com parentes de vítimas, mas também teve o lado decisivo, das pesquisas que me apontaram a meditação”, revelou.

Monja Coen, que já foi rockeira, descobriu que grandes ídolos do rock mundial, os integrantes The Beatles, também praticavam a meditação, e a partir daí, por gostar da profundidade das letras, resolveu conhecer mais.

“Meditar é comunicar. Nós temos um momento que as pessoas querem ouvir, então é uma fase de grande mudança. Apesar de estarmos em tempos medievais, de torturas, decapitações, estamos também na descoberta da mente. Vamos sair da questão pequena do ‘eu estou fazendo’ para nós, pelo bem maior da humanidade”, finalizou.

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