O escritor mineiro Aliel Paione acaba de lançar a obra “Sol e Sonhos em Copacabana”

A cultura burlesca nasceu na Europa do século XVII abrangendo diversas artes: a literatura, o teatro, a música, a dança e as fantasias que tornam todas essas manifestações, geralmente ao vivo, mais bonitas. O termo “burlesque” é originário da palavra “burla”, que significa sátira e comédia, o que era justamente o objetivo desta arte. O burlesco girava em torno da satirização dos costumes vigentes e seus elementos, como a polícia e a alta burguesia daquela época.

Com a evolução desta cultura, números com belas mulheres (danças sensuais e strip-teases) foram gradativamente incorporados, até tornarem-se indispensáveis a partir da década de 1930. Os cabarés eram os locais principais de apresentações, que eram ricas em plumas, corsets e brilho, e seu público frequentador era basicamente masculino e de alta classe.

Em 1907, no Rio de Janeiro, começou a funcionar um dos principais cabarés do país: a famosa casa francesa Mère Louise. No maior estilo café-dançante, o cabaré quase parisiense foi fechado pela polícia em 1931, mas é histórico para o Brasil em termos de cultura burlesca.

Na obra “Sol e Sonhos em Copacabana”, o autor Aliel Paione retrata o período da Belle Époque dos cabarés, no Rio de Janeiro. Ambientada na Copacabana de 1900, a história traz elementos da cultura burlesca como o cabaré Mère Louise, local de status e interação social entre os homens, além da crítica social em forma da simbologia dos personagens, como as próprias apresentações burlescas sempre fizeram.

Para entrevistar Aliel Paione ou para mais informações, entre em contato com Juliana Santoros pelo e-mail redacao3@liliancomunica.com.br ou pelo telefone (11) 2275-6787.

Sol e Sonhos na Copacabana de 1900

Obra ambientada no período da República Velha e, escrita pelo mineiro Aliel Paione, traz romance instigante entre um embaixador francês e uma meretriz

O escritor mineiro Aliel Paione acaba de lançar a obra Sol e Sonhos em Copacabana, publicação da Editora Pandorga. Na trama, que se passa em 1900 e durante o governo de Campos Sales, Jean-Jacques Chermont Vernier, um jovem diplomata francês, se muda para o Brasil para trabalhar na Embaixada da França como consultor econômico.

Depois de cerca de um ano morando no país, ele vê uma mulher lindíssima, Verônica, ao passar em frente ao cabaré de luxo Mère Louise, que realmente existiu na época e se localizava em Copacabana, no Rio de Janeiro. Sem conseguir tirar a imagem daquela morena de sua mente, resolve voltar ao local à noite para, enfim, poder conhecê-la e conversar com ela pessoalmente. Quando a vê descendo as escadas com Louise, administradora do cabaré, apaixona-se.

Jean-Jacques, num átimo, percebe estar diante da mulher mais linda entre todas que vira na vida. Jamais poderia imaginar criatura tão bela. Verônica era alta, um pouco maior que ele, e possuía a pele discretamente dourada; os cabelos eram negros, abundantes, e os olhos verde-claros, da cor de certos matos da Tijuca.

“Iludido e surpreendido com tanta beleza, estava diante de uma daquelas raríssimas tiranas de corações, pois Verônica seria capaz de levar um homem ao céu ou ao inferno com a mesma facilidade com que as folhas secas, caídas sobre o chão, são sopradas pelo vento”.

Apesar de ser correspondido, Chermont sabe que Verônica é amante de um respeitável senador da república, José Fernandes Alves de Mendonça, que trabalha com o ministro da fazenda de Campos Sales, Joaquim Murtinho, nas negociações do Funding Loan. Tem-se, então, um triângulo amoroso de consequências e desdobramentos surpreendentes.

Em uma linguagem instigante e sensível que prende a atenção do leitor do início ao fim, Aliel Paione também induz os leitores a refletirem sobre questões políticas e históricas dos tempos da política do Café com Leite e do governo republicano de Campos Sales. O autor aborda e critica ainda a desilusão daqueles tempos criada por um capitalismo inescrupuloso e o cinismo debochado de políticos da época.

Sol e Sonhos em Copacabana fará com que os leitores se sintam fortemente presentes na narrativa e como se de fato estivessem vivendo a Copacabana de 1900.

Ficha técnica:
Sol e Sonhos em Copacabana
ISBN : 978-85-8442-221-0
Número de páginas: 381
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 39,90

Sobre o autor: Aliel Paione nasceu em Varginha, Minas Gerais. É engenheiro, Mestre em Ciências e Técnicas Nucleares pela UFMG, onde trabalhou no departamento. Atualmente é professor de Física na PUC. Porém, são atividades secundárias perante o seu amor e vocação literários.

Fonte: Juliana Santoros / Foto: Reprodução/Divulgação

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