Museu temático oferece cafezinho coado na hora aos visitantes

Localizado na cidade de Botelhos, o Museu do Café guarda a história da principal atividade econômica do Sul de Minas. Durante a Semana Nacional dos Museus, ele recebe visitantes que tem curiosidade sobre o acervo e mais: oferece uma xícara de cafezinho feita na hora.

E é a partir da cozinha que os visitantes já encontram as relíquias, a começar pelo bule onde o café é servido. Esmaltado, ele foi feito em 1956. Ao lado dele, uma máquina calculadora usada na compra de café em coco. Além disso o museu abriga cerca de 600 peças, sendo que a maioria delas foi doada. Uma delas, um fogão à lenha, com chaleiras de ferro de 1939. No cantinho, um pilão para descascar café, do início do século XX.

Erguida há 127 anos e com 12 cômodos, a casa que serve de sede à história de uma das bebidas mais famosas do mundo, foi transformada em 2007. Na sala, a mesa que pertenceu à primeira Câmara de Vereadores da cidade e uma saleta leva o nome de “Sala dos Escravos”, com fotografias, inclusive, da missa de louvor à libertação dos escravos em 1888, em Botelhos.

No local há também um livro de ouro com registros de compra e venda de escravos, datado de 1868, 20 anos antes da abolição. De acordo com a gestora da casa, Vanda Ribeiro, o museu ainda recebe muitas doações. “As pessoas têm colaborado bastante e temos empréstimos também. O curioso é que vem gente de várias partes do país e ao entrar em contato, manifestam o desejo de doar objetos”, disse.

Ainda de acordo com ela, a cafeicultura é uma das atividades agrícolas muito importantes. “O município foi o terceiro produtor de café de Minas Gerais há alguns anos. Temos alguns safristas que vem de várias localidades para trabalhar na lavoura, então, manter o museu vivo é importante”, declarou.

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