Mineirão nas músicas e no coração do Skank

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Música e futebol sempre caminharam lado a lado. Desde os tradicionais hinos de clubes, alguns compostos por grandes compositores, como Lamartine Babo (dos principais clubes do Rio de Janeiro) e Lupicínio Rodrigues (Grêmio), passando por músicas de exaltação a jogadores e times, entoados pelas torcidas nos estádios, e chegando até mesmo a canções interpretadas pelos atletas, o esporte bretão é pano de fundo (e por vezes, ator principal) de inúmeras homenagens. Com o Mineirão, grande palco do futebol mineiro, obviamente, não seria diferente.

E por aqui, nas Gerais, nenhuma banda ou cantor mostrou mais aproximação com o futebol e, consequentemente, com o Gigante da Pampulha, que o Skank. Os mineiros, quando em início de carreira, se apresentavam com camisas de times de futebol, são torcedores confessos (o vocalista Samuel Rosa e o tecladista Henrique Portugal são cruzeirenses, enquanto o baterista Haroldo Ferretti e o baixista Lelo Zanetti torcem para o Atlético), já incluíram o nome do estádio em uma de suas músicas (Esmola) e gravaram um clipe e um dvd no estádio.

Eu sempre frequentei o Mineirão. Desde a minha infância, na época em que o Mineirão era frequentado pela família inteira. Mas quem me levava ao estádio era minha tia Dalva, que tentou durante um bom tempo me convencer a torcer para o Atlético”, brinca Henrique. “Muito mais que o Mineirão, escolhemos gravar o clip no mesmo dia de um Atlético e Cruzeiro. Isto foi a realização de um sonho de criança”, complementa. “O Mineirão, para mim, representa muita coisa: infância, emoções intensas, momentos inesquecíveis.”

Mesmo já tendo gravado um dvd em Ouro Preto, cidade que conta com grande carinho dos mineiros, Henrique revela que tocar no grande palco do futebol mineiro teve um sabor diferente. “Já havíamos gravado dvd’s em Ouro Preto e São Paulo. Estávamos devendo uma gravação exatamente para o público que tanto nos ajudou a ser conhecidos pelo Brasil. O público de Belo Horizonte. Aproveitamos que o Mineirão passaria por uma reforma e a gravação do dvd foi o último evento do estádio (2010). Agora está registrado para a eternidade. Ver o estádio lotado, cantando as nossas músicas, ficará para sempre na memória”. Aliás, que não esteve no show, provavelmente não terá outra chance. “Acho dificil repetir aquele evento. Seria até um desrespeito fazer uma outra gravação que pudesse superar aquela de 2010”.

A estreita relação entre a banda o futebol vem de longe. “No nosso primeiro álbum tem a música ‘Cadê o Penalty’, do Jorge Benjor. No nosso mais recente, o ‘Velocia’, tem uma canção dedicada a uma bela jogadora de futebol do Barcelona e da Seleção Espanhola, Alexia. Mas ‘É uma Partida de Futebol’, com certeza, será sempre nossa maior homenagem ao esporte que tanto gostamos”, frisou.

Cruzeirense fanático, Henrique faz questão de lembrar seu jogo inesquecível no estádio: Cruzeiro 1 x 0 Sporting Cristal (final da Libertadores de 1997). “Quando o Cruzeiro foi campeão da Libertadores pela primeira vez, em 1976, eu estava descobrindo a paixão pelo futebol. Ganhar um título internacional era uma coisa praticamente impossível para times brasileiros. Antes deste título somente o Santos, de Pelé, havia conseguido tal feito. Ganhar dos argentinos endiabrados, que mais pareciam loucos em campo, era tarefa quase sobrenatural”, relembra o músico.

Até que o time alcançou a decisão. “Quando chegamos à final de 97, a situação já era outra. Um campeonato mais organizado. E chegamos na final depois de sofrer bastante na primeira fase. Se na primeira conquista tivemos que ir para Santiago, no Chile, para buscar a taça, agora teríamos a oportunidade de ganhar em casa. Foi através de um gol chorado do Elivelton que colocamos mais uma placa neste troféu tão desejado por toda a América do Sul.”

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