Hora do Empreendedor com Ibraim Gustavo – Como as empresas devem se comportar diante de uma crise

Com o risco de fechar as portas definitivamente, e ver centenas de milhões de empregados nas ruas, chama a atenção a questão de como as empresas devem se comportar diante de uma crise, como a que passa o planeta em 2020.

O tema foi pesquisado pela Deloitte, uma das maiores autoridades mundiais no assunto, e publicado no artigo 10 Ações Para Empresas Diante de Uma Pandemia, desenvolvido com foco em ajudar empresas, empresários, diretores, colaboradores e demais stakeholders, a solucionarem problemas advindos da crise atual, sem se esquecer de que outras poderão surgir, sem previsão exata para quando isso poderá ocorrer.

A crise deixou o mundo de ponta-cabeça

Praticamente da noite para o dia, milhares de empresas e milhões de profissionais ao redor do mundo precisaram mudar completamente a rotina de trabalho (e de vida), para tentar segurar as portas abertas, e na luta pela manutenção dos empregos.

A crise desestabilizou desde pequenos comerciantes, até grandes players, que se viram de joelhos diante de um inimigo invisível, que ameaçou vidas, em primeiro lugar, mas também a economia, mercados e nações.

Foi necessária a urgência na alteração de legislações em diversos países do mundo. Contratos precisaram ser revistos, multas por não pagamentos, suspensas, demissões em massa, controladas para que não houvesse um caos generalizado. Tudo isso, dentro de tempos recordes, jamais vistos em períodos de estabilidade, sanitária e econômica.

E, sem saber lidar ou adaptar-se a todas essas ligeiras transformações, empresas dos mais diversos setores se viram num redemoinho de desinformação e preocupações sem fim.

Ciente desse quadro, que afligia (e ainda aflige) milhares de trabalhadores e empreendedores do mundo todo, a Deloitte criou um documento que visa colaborar com grandes empresas, ou mesmo comerciantes e indústrias de pequeno porte.

Pontos de preocupação para empresas que vivenciam crises

Entre alguns dos principais pontos, destacam-se: a necessidade imediata de se estabelecer equipes de tomada de decisões de emergência. Sem saber quando, de que ordem (sanitária, financeira, situações de guerra, ambiental) e em que proporções se darão as crises no futuro, a Deloitte afirma que é de extrema urgência a criação de comitês para avaliação de crises e estabelecimento de formas de superá-las, “para definir os objetivos a serem alcançados e criar um plano de emergências, além de garantir que as decisões possam ser tomadas o mais rápido possível em diferentes situações”, diz o documento.

A partir desse comitê, avaliar os riscos e esclarecer mecanismos de resposta a emergências, planos e divisão de trabalho, que darão, efetivamente, continuidade aos projetos baseados em planos de contingência de emergências ou em planos de sustentabilidade de negócios.

A prática de responsabilidade social e gerenciamento de partes interessadas é fator primordial para empresas que querem vender produtos e serviços para os consumidores modernos, mais preocupados com questões de saúde pública, proteção ao meio ambiente e justiças sociais.

Em momentos de crise, como no surgimento de uma pandemia mundial, essas questões ganham ainda mais relevância, especialmente quando o desemprego de milhares de pessoas passa a ser uma ameaça constante.

Criar um plano de gestão de dados dos profissionais, garantindo segurança e confidencialidade de informações, é outro ponto relevante do documento, que afirma que um banco de dados é capaz de assegurar a estabilidade das operações da empresa, além de oferecer suporte e monitoramento de toda a rede e de ferramentas tecnológicas embutidas nos processos da companhia e no trabalho dos colaboradores.

Por fim, um banco de dados atualizado dos funcionários e demais profissionais envolvidos com a empresa, facilita o acesso à informações sobre a saúde de cada um, todavia, a observância quanto à segurança desses dados é indispensável.

O estabelecimento de um mecanismo positivo de comunicação de informações para todos os stakeholders, a busca incessante pela manutenção do bem-estar físico e mental dos funcionários, e o desenvolvimento de soluções para um relacionamento próximo e eficiente com os clientes são outras ações que as empresas devem observar para contornar crises.

Completam a lista das 10 ações para empresas diante de uma pandemia: o foco em planos de resposta a riscos da cadeia logística de suprimentos; a consideração de possíveis ajustes no orçamento e planos de implantação, planejamento de fluxo de caixa das empresas; e a constante melhoria dos mecanismos de gestão de risco.

O documento da Deloitte, que está disponível no site oficial da companhia, traz diversas reflexões para o empreendedor que deseja sair mais forte dessa crise, e já se preparar para eventuais contradições no futuro.

Ibraim Gustavo – Jornalista, pós-graduado em Marketing (UNIP) e MBA em Comunicação e Mídia (UNIP). É também escritor, redator e radialista, e possui formação em Profissões do Futuro (plataforma O Futuro das Coisas), e no programa Restartse (plataforma StartSe).

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