Hipertensão: o que você precisa saber para tratá-la

Em 90% dos hipertensos, a causa é desconhecida, a doença, se primária, ocorre quando a quantidade de sangue a ser bombeada permanece constante e as artérias se estreitam, como resultado a pressão sobe.

Também pode ocorrer hipertensão se o corpo reter líquido em demasia, por problemas renais ou desequilíbrio hormonal. O tipo menos frequente da enfermidade, chamado de secundária, pode ser curado por meio de tratamento médico específico.

Malefícios da pressão descontrolada

Cerca de 15% dos adultos brasileiros têm hipertensão arterial, e a maioria deles não manifesta sintomas, por isso a doença é chamada de matadora silenciosa, e se não tratada, pode acarretar derrame cerebral, infarto, insuficiência cardíaca e/ou problemas renais.

A pressão não controlada pode prejudicar o organismo de várias maneiras. O coração e as artérias são forçados a trabalhar mais; o coração pode dilatar-se de tal modo que terá dificuldades em atender às necessidades do organismo. A hipertensão pode danificar as paredes arteriais, estreitando-as e acelerando o depósito de gordura (colesterol). Como consequência, podem surgir coágulos e interrupções do fluxo sanguíneo das artérias aos tecidos, aumentando o risco de ataque cardíaco.

Quem tem hipertensão não controlada corre três vezes mais risco de infartar, seis vezes mais de sofrer insuficiência cardíaca congestiva e sete vezes mais de ter derrame cerebral do que os que têm pressão normal.

Como controlar a hipertensão

  • Tome os medicamentos regularmente, conforme prescrição médica. Se sentir algo diferente após ingeri-los, informe ao médico.
  • Aprenda a verificar a pressão em casa. Peça que o médico lhe indique a aparelhagem necessária e ensine a usá-la. O ideal é que alguém da família também aprenda.
  • Não fume.
  • Mantenha-se no peso ideal.
  • Pratique atividades físicas que lhe sejam prazerosas. Porém, antes disso faça uma avaliação médica para conhecer sua condição física.
  • Não consuma bebidas alcoólicas de maneira exagerada.
  • Evite aborrecimentos, nervosismo e estresse.
  • Seja paciente. Provavelmente demorará algum tempo até que a pressão arterial seja controlada.

Dicas de dieta

  • Não coma apenas por gula. Siga uma dieta balanceada e estruturada em horários regulares. Caso sentir fome nos intervalos, coma legumes, frutas ou um copo de leite desnatado. Dispense salgadinhos, refrigerantes, doces e sorvetes.
  • Quando consumir carne, de preferência à de galinha, de peru (sem pele) ou de peixe.
  • Antes de cozinhar carnes magras, remova a gordura delas, e descarte o caldo gorduroso que se forma ao cozinhá-las.
  • Coma fonte de proteínas, como leguminosas (feijão, ervilha), pelo menos uma vez por semana.
  • Massa, arroz, pão e cereais têm pouca gordura, mas são ricos em nutrientes.
  • Em vez de fritar os alimentos, prepare-os na forma de assados, no vapor, na fervura ou grelhados.
  • Não coma mais de três ou quatro gemas de ovo por semana, incluindo as utilizadas no preparo de outros alimentos.
  • Tenha uma dieta com pouco sal e pouca gordura – muitos ingerem de 10 a 15 vezes mais sal do que o necessário. Reduza ingredientes com alto teor de sal, como molho de soja para carnes e concentrados de sal.

Causas do estresse

Entre as principais, pode-se citar:

  • Mudanças: se elas ultrapassam nossa capacidade de adaptação.
  • Sobrecarga: contribuem para isso a falta de tempo, o excesso de responsabilidade, a falta de apoio e expectativas exageradas.
  • Comer de maneira incorreta: não é importante apenas o que comemos mas como fazemos isso.
  • Fumar: o cigarro libera nicotina, que aumenta o estresse.
  • Ruídos: a irritação e a perda de concentração causadas por barulhos frequentes podem provocar estresse.
  • Baixa autoestima: quem a tem também tem maior propensão ao estresse.
  • Medo: ele faz com que muitos se preocupem desnecessariamente, tenham uma atitude pessimista em relação à vida ou se recordem de experiências desagradáveis, o que pode contribuir para o estresse.
  • Trânsito: o tempo gasto em congestionamentos e aguardando passagem em semáforos, além da contaminação do ar, podem desencadear reações de estresse.
  • Alterações do ritmo habitual do organismo: isto pode provocar irritabilidade, dores de cabeça e alterações no sono.

*Texto produzido em parceria com o portal Leet Doc / Foto: https://cmosdrake.com.br/

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