Flipoços encerra 10ª edição com aumento de 20% na visitação

Com um aumento de 20% na participação de público – passando de 50 para 60 mil visitantes – o Festival Literário de Poços de Caldas, o Flipoços, comemora os números da 10ª edição. Durante os nove dias de evento, os expositores também registraram um aumento de 30% nas vendas, em comparação com 2014. Desta maneira, muitos já se preparam para retornar para a edição de 2016, cujo tema já foi definido: “De Camões a Machado de Assis: uma viagem pela Literatura Clássica”.

“Missão cumprida. Só tenho que agradecer a Deus por tudo de maravilhoso. Foram nove dias de intenso trabalho e correria, mas de muitas bênçãos alegrias. Em 2016 vamos entrar no mundo dos clássicos da literatura, das artes, da filosofia, da música, da política, o que os grandes pensamentos do passado liam e escreviam”, destacou a organizadora do evento, Gisele Corrêa Ferreira.ziraldo2m de uma palestra, ministrou oficinas de poesia em diferentes pontos da cidade, o Flipoços 2015 recebeu também o músico chileno Dany Contreras, o africano também radicado no Brasil, Pedro Gabriel, autor do fenômeno editorial “Eu me chamo Antônio”, além de diferentes autores de várias partes do país. Outras palestras, como a de Ziraldo e a de Clóvis de Barros tiveram os ingressos esgotados, tanto para o teatro como para a transmissão simultânea, na Arena Cultural.

Durante todo o encontro, o artista Marcelo Abuchalla grafitou um painel com os rostos de escritores da cidade e também de alguns convidados como Ziraldo, Ignácio de Loyola Brandão, Ana Miranda, Ana Beatriz Barbosa, Erlanger, Renan Inquérito, entre outros. Todos os artistas e escritores que se apresentaram no Espaço Cultural da Urca assinaram a obra, que será doada às Thermas Antônio Carlos e ficará exposta no hall do prédio histórico.

O destaque foi para o “Circuito Pegada Literária”, que levou atrações para fora do ambiente do Flipoços, mas fez também o inverso e atraiu escritores e suas performances para dentro do espaço, como foi o caso do poeta Victor Rodrigues. Integrante de projetos como Praga, Sobrenome Liberdade e Sessão de Fatos, ele realizou uma intervenção em um dos estandes e emocionou os participantes.

victor

Com duas cadeiras, uma posicionada de frente para outra, o poeta fez perguntas ao participante da intervenção: “Pense em uma pessoa que você gosta muito”. Em seguida, pediu que essa pessoa fosse descrita livremente. Na sequência, questionou coisas como: “Quais motivos fazem essa pessoa ser amada? O que você gosta de fazer com essa pessoa que é só com ela? O que essa pessoa gosta de fazer que é a cara dela?” De frente para o escritor, a pessoa respondia às perguntas, e já nesta primeira parte do processo, se emocionava, como foi o caso de Déia Farias, de São Paulo (SP).

Expositora de livros, ela falou sobre o pai e chorou por duas vezes, ao lembrar dele e ao receber a poesia das mãos de Victor Rodrigues. “Obrigada. Você lê a alma das pessoas”, disse ao jovem.

“Eu fugi dessa intervenção, mas acabei fazendo e ele leu minha alma. Colocou no papel exatamente o que eu gostaria de dizer para o meu pai. Ele absorveu, de uma forma muito bonita, o que eu estava sentindo”, destacou.

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