Com instrumentos inusitados, músicos se reúnem em Poços

Considerado um dos mais importantes da América Latina, o Festival de Música nas Montanhas (FMM), reúne músicos de diferentes partes do Brasil e do mundo em Poços de Caldas, até o próximo dia 23 de janeiro.  Pelas ruas, eles carregaram os instrumentos mais inusitados e se prepararam para realizar 40 concertos gratuitos pela cidade.

A afinação, o entrosamento e a sintonia. É assim que funcionam as aulas e ensaios durante o encontro. O universitário Diego Campos Alves conta que ele é que foi escolhido pelo instrumento que toca, o violoncelo. Estudante em São João Del Rei, ele é um dos músicos presentes no festival. “Eu comecei a tocar há 5 anos, em Sarzedo, na minha cidade natal, e foi o violoncelo que me escolheu. Tinham poucas opções e eu fui criando essa relação com o instrumento”, disse.

Outros instrumentos inusitados, até mesmo para o festival, se destacam, como a harpa tocada pela professora Suelem Sampaio, que toca o instrumento desde os 9 anos. “Tivemos apenas cinco inscrições e três alunos efetivos. É um instrumento muito complexo e muito caro também. Para uma pessoa se inserir na orquestra, ela demora uns cinco anos e tem que ter o instrumento, porque exige uma dedicação diária”, comentou.

Festival de música atrai instrumentos inusitados em Poços (Foto: Reprodução EPTV)
Festival de música atrai instrumentos inusitados em Poços (Foto: Reprodução EPTV)

Para o estudante Lucas Gonzaga, a harpa é uma paixão. “Eu tocava violino, aí eu vi a harpa e me apaixonei e resolvi começar a estudar. Eu gosto do som quando toca a corda, a vibração que ela traz. É difícil carregar a harpa, mas damos um jeito. É incrível estar aqui, é uma bagagem muito grande que aprendermos durante as duas semanas”, disse.

Para o saxofonista  Paulo Rosa, que toca o instrumento desde os 7 anos e agora estuda música na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o festival é o momento para troca e aprendizado. “Eu comecei a tocar ainda criança, na igreja e desde então não parei mais. Ainda estou com o saxofone em mãos. A parte mais difícil do aprendizado é a motivação. É difícil se dedicar à musica, viver aquilo”, relatou.

A paixão pela música também reúne na cidade dois amigos bolivianos, Albert e Gabriel, que esperam aprender durante o evento. “Espero compartilhar música. Estou muito ansiosa para tocar aqui”, disseram.

Durante duas semanas, o som da música clássica será a trilha sonora da cidade. Ela será tocada não apenas em teatros e salas, mas em asilos, hospitais e escolas, como o Colégio Municipal Doutor José Vargas de Souza, que recebe oficinas durante todo o evento.

Mesmo para quem já participa do festival há 12 anos, ainda é possível se surpreender com os talentos. “Sempre é uma novidade, né? Porque sempre vem uma voz boa, graças a Deus o festival é conhecido e vem bastante gente de longe”, finalizou o professor de canto Francisco Campos.

Serviço – Os concertos noturnos ocorrem todos os dias do festival às 20h, no Teatro Benigno Gaiga, no Espaço Cultural da Urca.

Além de aulas, evento promove concertos gratuitos pela cidade (Foto: Reprodução EPTV)
Além de aulas, evento promove concertos gratuitos pela cidade (Foto: Reprodução EPTV)

 

Um comentário em “Com instrumentos inusitados, músicos se reúnem em Poços

  • terça-feira - 15 de novembro de 2016 em 11:20
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    Esta palavra designa nao so um grupo de musicos que interpretam obras musicais com diversos instrumentos como tambem uma parte fisica do teatro grego , que se caracterizava por um coro formado por bailarinos e musicos que faziam evolucoes sobre um estrado chamado

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