Vereadores aprovam redução salarial de 30% em Monte Sião

Vereadores de Monte Sião, aprovaram uma redução salarial de 30% para enxugar os gastos da próxima legislatura. Mesmo assim, alguns moradores não concordaram e queriam que o valor a ser pago fosse ainda menor. Um abaixo-assinado pedia um salário mínimo de remuneração para os vereadores.

O salário bruto de cada um dos nove vereadores de Monte Sião vai passar de R$ 3.975,61 para R$ 2.783,14, que equivale à redução de 30%. “É mais um gesto da câmara enquanto redução devido aos diversos fatores, seja em nível nacional e regional”, explica o presidente da câmara, Rafael Lúcio da Silva (PT).

A redução salarial só passa a valer no próximo mandato, que se inicia no ano que vem. A estimativa é que nele a câmara economize até meio milhão de reais com a medida.

O valor equivale a 38% a mais do economizado no último mandato, quando sobrou para os cofres da câmara R$ 308 mil. O novo salário foi aprovado por seis votos a favor e dois contra. Os vereadores Anízio de Souza Bueno (PSB) e Décio Fred (Rede Sustentabilidade) não concordaram com a nova quantia.

“Nada garante que reduzindo seu salário, os próximos vereadores vão devolver mais dinheiro para o município. Dependendo pode devolver até menos. Então eu acho que isso não seria o que faria de fato uma economia e benefícios realmente para o município”, afirma Fred.

Câmara de Monte Sião (Foto: Reprodução EPTV)

Já o vereador que propôs a redução, Delani Santana (Rede Sustentabilidade) afirma que o salário menor é suficiente. “Essa casa de leis tem tomado medidas de economia e toda economia volta em prol dos munícipes de Monte Sião”, afirma.

Moradores pediam redução maior
Mas um grupo de moradores da cidade afirma que a redução poderia ser bem maior. Desde o ano passado, eles defendem que os vereadores deveriam ganhar um salário mínimo.

Pra isso, eles recolheram mais de 900 assinaturas a favor da mudança e protocolaram o documento na câmara, mas não foram atendidos. “A situação do país é grave, é séria, mas infelizmente nosso abaixo-assinado com 923 assinaturas, praticamente 15% do eleitorado do município não foi bem aceito”, disse o representante do grupo, José Carlos Azevedo.

O presidente da câmara afirma que não deu tempo de analisar a documentação, que foi protocolada poucas horas antes do início da sessão ordinária do dia 29 de fevereiro, quando a redução foi votada.

“Eu acredito que a discussão salarial, do valor do vereador, acaba sendo vazia quando a gente deixa de lado a avaliação individual do mandato de cada vereador e nós estamos aqui pra representar a população”, acrescenta o presidente da câmara.

Fonte: G1 Sul de Minas

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