Unesco alerta que cidade de barro do Mali está em perigo

Foto de 9 de fevereiro de 2005 mostra pessoas na cidade de Djenne, no Mali (Foto: François Xavier Marit/AFP)
Foto de 9 de fevereiro de 2005 mostra pessoas na cidade de Djenne, no Mali (Foto: François Xavier Marit/AFP)

A agência cultural das Nações Unidas (Unesco) acrescentou nesta quarta-feira (13) os lendários prédios de barro do Mali à sua lista de patrimônios em perigo, dizendo que a falta de segurança está impedindo a conservação do sítio, e também expressou preocupação em relação ao impacto do turismo sobre monumentos no Uzbequistão.

As cidades antigas de Djenne, no Mali, 570 quilômetros ao nordeste da capital, Bamako, são habitadas desde 250 a.C. e se caracterizam pelo uso extraordinário da terra na sua arquitetura.

As casas, das quais cerca de 2 mil sobreviveram, foram construídas sobre uma pequena colina, para protegê-las de inundações sazonais.

A Unesco disse que a 40ª reunião de seu Comitê do Patrimônio Mundial em Istambul decidiu colocar o local na sua lista de patrimônio mundial em perigo.

“O Comitê expressou preocupação sobre a propriedade, que está situada em uma área afetada pela insegurança”, disse a Unesco em um comunicado.

“Esta situação está impedindo medidas de salvaguarda de atenderem questões que incluem a deterioração de materiais de construção na cidade histórica, a urbanização e a erosão do sítio arqueológico”, afirma o texto.

A agência da ONU não detalhou a natureza das ameaças à segurança, mas o Mali tem sido ameaçado durante os últimos quatro anos por grupos islâmicos como a Al-Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI) e o Ansar Dine.

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O local foi incluído na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, que relaciona as maravilhas naturais e culturais do mundo, em 1988.

A Unesco diz que o propósito da sua lista do patrimônio em perigo é informar o mundo sobre os riscos para as características que levaram um local a ser listado como Patrimônio Mundial, de modo a estimular ações corretivas.

Em 2012, jihadistas destruíram nove mausoléus na antiga cidade maliana de Timbuktu, assim como a sua famosa mesquita Sidi Yahia, que remonta aos séculos XV e XVI.

Incluindo Djenne, Mali agora tem três locais do patrimônio mundial na lista de perigo. Timbuktu e o Túmulo de Askia, em Gao, foram adicionados em 2012, quando o combate começou.

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