Um mês depois, depósito de lixo continua irregular em Lambari

Um mês depois de ter sido tomada por uma forte fumaça, Lambari (MG) ainda não conseguiu solucionar a origem do problema. Foi no lixão da cidade que a fumaça começou. O incêndio, registrado no dia 3 de agosto, fez com que aulas fossem suspensas e que máscaras distribuídas entre os moradores. As chamas foram combatidas, mas a existência do depósito irregular ficou exposta, sem que nenhuma medida fosse tomada.

O depósito de lixo de Lambari é um dos 45 ainda existentes no Sul de Minas que ainda não respeitam a nova lei de resíduos orgânicos. Desde 2014, ela exige que os lixões sejam substituídos por aterros sanitários.

Na época do incêndio, considerado criminoso pela polícia, a prefeitura afirmou que estava negociando com Três Corações, o uso em comum de um aterro. A negociação, no entanto, não avançou. Nesta quarta-feira (2), um novo foco de incêndio surgiu no local, mas uma equipe do serviço de limpeza urbana evitou que o fogo se alastrasse.

Para a dona de casa Márcia de Souza Lorenzato, o temor é de que a situação de agosto se repita é constante. “O horror que eu passei. A casa dois dias fechada. Um calor insuportável. O cheiro e a fumaça entrando em casa”, disse.

Segundo o relato do catador de recicláveis, Laércio dos Santos, o perigo de que o lixão volte a causar problemas para os moradores existe. “Apagou, passou uns dias e pegou de novo. A gente cata e joga terra. Ontem mesmo [terça-feira, 1º] nós apagamos um fogaréu com lata e terra”, conta.

Por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, a Prefeitura de Lambari disse que há uma semana participou em Varginha, de uma reunião para tratar do assunto. A nota informa que está em estudo a criança de uma nova área que servirá como aterro.

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