TJMG nega recurso e mantém novo conselho diretor na Fuvs, em Pouso Alegre

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou o pedido de efeito suspensivo de liminar que nomeou o Conselho Diretor interino da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (FUVS) em Pouso Alegre (MG). A decisão foi do desembargador Bitencourt Marcondes, em Belo Horizonte (MG).

Desembargador também negou pedido para que conselheiros de gestão anterior voltassem ao cargo. Foto: Reprodução G1

De acordo com Marcondes, os membros do novo conselho diretor possuem assento nato na Assembleia Deliberativa da fundação e, “como se não bastasse, as três pessoas que foram incumbidas de administrar transitoriamente a fundação desempenham funções estratégicas à frente da prestação dos serviços públicos de saúde, segurança e educação, imprescindíveis ao bem-estar da comunidade local e regional e que guardam íntima relação com a própria atuação finalística da entidade”.

O desembargador ainda negou o pedido que solicitava a volta dos membros do conselho empossado em 2013. Para o magistrado, tal medida seria inviável, uma vez que os mandatos desses conselheiros já se expiraram naturalmente, pelo decurso de tempo.

Sob protestos, novo conselho toma posse na Fuvs, em Pouso Alegre, MG (Foto: Reprodução EPTV)
Sob protestos, novo conselho toma posse na Fuvs, em Pouso Alegre, MG (Foto: Reprodução EPTV)

Demissões e polêmica

A decisão que invalidou a eleição do conselho diretor, gerou protestos na cidade. As primeiras manifestações aconteceram no dia 16 de agostoe se repetiram no dia seguinte, durante a posse dos novos diretores.

Depois, os alunos da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) anunciaram uma paralisação. A decisão foi tomada pelo Diretório Acadêmico de Medicina e acatada pelos demais cursos da instituição. Também foram suspensos os atendimentos de estudantes de medicina no Hospital Samuel Libânio, outra instituição administrada pela Fuvs.

A partir de sexta-feira (18), foram anunciados desligamentos de funcionários da Fuvs. Pelo menos oito pessoas foram demitidas e mais uma pediu demissão até esta segunda-feira (21). Entre eles, há casos de funcionários com mais de 10 anos de trabalho na instituição.

Fonte: G1 Sul de Minas

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