Terceiro caso de leishmaniose visceral é confirmado em Lavras

Um bebê de 1 ano e meio foi identificado com leishmaniose visceral em Lavras (MG). O terceiro caso da doença neste ano na cidade foi confirmado nesta sexta-feira (28) pela Secretaria Municipal de Saúde de Lavras (MG). Desde janeiro, uma adolescente de 13 anos e um homem de 36 tiveram a forma mais letal da leishmaniose. O bebê encontra-se internado no Hospital Vaz Monteiro e seu estado de saúde é considerado estável.

Causada por um protozoário, a leishmaniose é uma doença infecciosa crônica que pode se manifestar de quatro formas, sendo a tegumentar ou cutânea a mais leve e a visceral a mais grave, pois atinge o corpo inteiro, provocando anemia, fraqueza, febre muito alta e persistente e problemas em órgãos como o baço, podendo levar à morte. Em Lavras, o paciente de 36 anos não resistiu à doença, segundo a Secretaria de Saúde.

Desde janeiro, a secretaria vem fazendo campanha na cidade para combater a disseminação do protozoário, que é transmitido pela picada do flebótomo, conhecido popularmente como mosquito palha. A doença não é passada diretamente de uma pessoa para outra. Cães também são considerados hospedeiros da doença, mas não transmitem o protozoário diretamente entre si ou para humanos.

Com a confirmação do terceiro caso, a prefeitura informou que 12 agentes de saúde, junto com estudantes e professores da Universidade Federal de Lavras (Ufla), estão reforçando o trabalho de combate ao mosquito nos bairros Morada do Sol e Joaquim Sales, locais de residência dos pacientes.

Como se prevenir

Segundo o infectologista Adelmo Silva Neto, a melhor prevenção contra a leishmaniose é cuidar da higiene: manter os quintais limpos, evitar a água parada, evitar o ambiente úmido, sem folhas, fazer a pulverização, usar roupas que cobrem o corpo, repelentes, telas para proteção em áreas endêmicas. O combate ao flebótomo é semelhante ao feito para erradicar o mosquito Aedes aegypti, associado à dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

“A responsabilidade tem que ser dividida, não só do poder público, mas nós, cidadão, temos que ter os cuidados para erradicar o mosquito. Talvez esse descuido da população que possa ter propagado um pouco mais o protozoário, além de alterações ambientais, como o desmatamento, que influencia na propagação da doença”, afirma o médico.

 O terceiro caso da doença neste ano na cidade foi confirmado nesta sexta-feira (28) pela Secretaria Municipal de Saúde de Lavras
O terceiro caso da doença neste ano na cidade foi confirmado nesta sexta-feira (28) pela Secretaria Municipal de Saúde de Lavras

Fonte: G1 Sul de Minas

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