Sul de Minas terá três novos cursos de medicina a partir de 2016

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Três novos cursos de medicina serão implantados no Sul de Minas a partir do próximo ano. Dois deles serão em Passos  e um em Poços de Caldas. A expectativa é de que os novos profissionais trabalhem nos hospitais e postos de saúde de cidades como Passos, que sofrem com a falta de alguns especialistas.

Em Passos, os cursos serão oferecidos na Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), que já havia anunciado a criação para 2016, e serão gratuitos. Na rede particular, a Faculdade Atenas, de Paracatu, também obteve autorização para ofertar o curso na cidade. Em Poços de Caldas, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) vai oferecer o curso também na rede particular.

A autorização para a implantação dos cursos foi anunciada pelo governador Fernando Pimentel durante visita em Passos no último mês. “Eu acho que vai ser, para a região, um fator de dinamismo. Vamos ter aqui uma faculdade de medicina que vai atrair gente de outros lugares”, comentou Pimentel à época.

Medicina na Uemg
Na sede da Uemg, foram investidos R$ 5 milhões ao longo de três anos e os laboratórios já estão prontos. Ao todo, são 11 salas equipadas para a aplicação de aulas teóricas e práticas. “Temos laboratórios excelentes, totalmente equipados, bonecos de alta tecnologia, laboratórios com suporte à comunidade”, explicou a professora do curso, Alessandra Bonacini Chermain Silva.

O vestibular em Passos está previsto para 2016. Serão oferecidas 40 vagas e as aulas devem começar ainda no primeiro semestre. A liberação faz parte do programa “Mais Médicos”, do Governo Federal, que busca suprir a falta de profissionais na rede pública de saúde. Atualmente, 12 médicos trabalham no programa. A Santa Casa da cidade realiza atualmente 5 mil atendimentos por mês. O diretor executivo do hospital acredita que os cursos podem contribuir na formação de novos profissionais.

Segundo o secretário de Saúde Dickson Castro, o município realmente precisa de médicos especializados. “Nós esperamos que com a implantação dos cursos, havendo residências médicas, essa demanda venha a ser suprida. Precisamos de pessoas capacitadas para atender, principalmente, urgência e emergência”, declarou.

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