Suicida detona explosivos perto do consulado dos EUA na Arábia Saudita

Explosão deixou dois seguranças feridos na cidade de Jidá (Foto: Al-Ekhbariya/AP)
Explosão deixou dois seguranças feridos na cidade de Jidá (Foto: Al-Ekhbariya/AP)

Um terrorista suicida detonou nesta segunda-feira (4) o colete de explosivos que vestia perto do consulado dos Estados Unidos na cidade de Jidá, no litoral da Arábia Saudita, deixando dois seguranças feridos, informou o Ministério do Interior saudita.

O porta-voz do Ministério do Interior, Mansour al Turki, explicou, em comunicado, que a explosão ocorreu no estacionamento do Hospital Doutor Suliman Faqir, que fica em frente à legação diplomática.

O terrorista detonou o colete com explosivos que levava junto ao corpo quando os agentes de segurança do hospital se aproximaram dele, ao considerar sua conduta como suspeita.

A explosão provocou a morte do suicida e deixou os dois guardas feridos, afirmou Al Turki. Além disso, o porta-voz acrescentou que uma investigação foi aberta para determinar a identidade do autor.

Al Turki disse à imprensa saudita que o terrorista era um estrangeiro residente no país, mas não deu mais detalhes sobre sua nacionalidade.

Imagens divulgadas por alguns meios de comunicação locais mostram o corpo do suposto agressor no solo, ao lado de um automóvel com a porta aberta em uma rua de Jidá.

O Ministério do Interior não precisou qual era o alvo do suicida, mas se fosse o consulado americano se trataria da primeira tentativa firme de ataque contra alvos estrangeiros em anos na Arábia Saudita.

O ataque aconteceu nas primeiras horas desta segunda-feira, quando os EUA celebram o dia da Independência, uma das festividades mais importantes do país.

Um porta-voz do Departamento de Estado americano disse à Agência Efe que está em contato com as autoridades sauditas.

O consulado de Jidá já foi palco de um ataque de radicais islamitas em dezembro de 2004, no qual morreram nove pessoas, nenhuma delas americana.

A Arábia Saudita sofreu vários ataques terroristas desde que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) colocou o reino em seu ponto de mira em novembro de 2014.

 

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