Segundo a polícia, mulher encontrada morta após saída de show foi vítima de estupro coletivo

A mulher de 31 anos que foi encontrada morta após a saída de um show em Santo Antônio do Amparo, na semana passada, foi vítima de estupro coletivo. Quatro homens com idades entre 23 e 43 anos foram apresentados pela Polícia Civil nesta sexta-feira (4). Eles também vão responder por homicídio qualificado.

Segundo a polícia, os quatro suspeitos de estuprar e matar Rosali das Graças Santos, de 31 anos, contaram como cometeram ao crime.

“Ficou revelado que os quatro estavam presentes no local, um deles confessou o estupro, confessou que todos os outros três praticaram o estupro coletivo, enquanto um praticava o ato sexual o outro segurava a vítima, ou a cabeça, pra praticar esses atos sexuais”, disse o delegado Leandro de Prada Costa.

O crime aconteceu na madrugada do último sábado (29). Rosali e o marido estavam em uma festa no Parque de Exposições de Santo Antônio do amparo. Ela resolveu ir embora antes do marido, que ficou na festa com os amigos.

Rosali passava por uma rua do bairro quando foi surpreendida pelos suspeitos. Eles a derrubaram e a arrastaram para um matagal. Ali, a vítima foi estuprada e depois assassinada. Segundo o delegado, o crime foi com requintes de crueldade.

Suspeitos de estupro coletivo são apresentados pela polícia em MG (Foto: Reprodução EPTV)
Suspeitos de estupro coletivo são apresentados pela polícia em Santo Antônio do Amparo (Foto: Reprodução EPTV)

“É possível que outros objetos tenham sido penetrados nela, infelizmente, é uma coisa brutal, a gente está diante de uma situação que não foi só um estupro seguido de homicídio, mas um ato de tortura, um ato medieval”, disse o delegado.

Um irmão da vítima não conseguiu reconhecer o corpo. A identificação só aconteceu porque a chave que estava no bolso da calça da vítima abriu a porta da casa dela.

“O estado dela era lamentável, ela estava toda destruída mesmo. Depois eu cheguei a ver ela, foi muito duro”, disse o irmão da vítima

Se condenados, os suspeitos podem pegar mais de 40 anos de prisão.

“A gente já tem realmente uma robustez de prova significativa neste momento, mas a gente não vai descartar tanto esse trabalho que a gente vai fazer com o corpo pericial, como também o que vai ser de importância aos exames de DNA, os materiais genéticos que foram recolhidos de todas as partes envolvidas”, completou o delegado.

Um grupo que foi criado em uma rede social pedindo mais segurança na cidade já tem mais de mil inscritos.

“Foi um crime bárbaro, foi completamente desumano”, disse a dona de casa Ana Maura da Silva.

Fonte: G1 Sul de Minas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *