Reunião discute medidas para evitar nova crise hídrica

secapocos_internaRepresentantes de várias cidades do Sul de Minas e da região e de Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) reuniram-se nesta quinta-feira (6) em Poços de Caldas, para discutir a crise hídrica durante o Seminário Águas de Minas III – Os Desafios da Crise Hídrica e a Construção da Sustentabilidade da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Na cidade, apesar de índices otimistas em relação aos reservatórios, há preocupação com o período de estiagem. Já os comitês de bacias pediram mais estrutura de trabalho na região.

Os participantes debateram sobre o uso da água na mineração, na indústria e na agricultura e cobraram melhorias na gestão de recursos e estrutura de comitês. Representantes dos CBHs Alto Rio Grande e Médio Rio Grande pediram atenção a programas como o índice de qualidade das águas, o lançamento do esgoto doméstico e a gestão.

Segundo dados do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), a Bacia Hidrográfica do Alto Rio Grande é composta por 33 municípios. Já a Bacia Hidrográfica do Médio Rio Grande abrange 18 sedes municipais. Por fim, a Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba e Jaguari abrange um total de quatro cidades.

Para Maria Auxiliadora Jacob, do CBH do Alto Rio Grande, é necessário ter atenção à situação de Carrancas. “A cidade passa atualmente por dificuldades na gestão de suas águas, e o município depende, exclusivamente, deste recurso natural, já que o turismo ligado ás aguas é a principal atividade econômica do local”, pontuou.

Já a presidente do Comitê Meio Rio Grande, Tereza Krauss Pereira, acredita que reuniões, como a que ocorreu nesta quinta-feira, e planejamento podem melhorar os recursos hídricos. “É preciso buscar parceiros na administração pública, junto a gerencias estaduais. Os conselheiros dos CBHs precisam lidar com problemas que atrapalham o andamento das iniciativas, como a falta de estrutura e recursos financeiros”, disse.

Durante o encontro, algumas propostas apresentadas foram aprovadas. Entre elas, está a garantia dos recursos necessários para a universalização do saneamento básico, conforme bases estabelecidas no Plano Nacional de Saneamento Básico. Outras sugestões que abrangem temas como crise hídrica, gestão de recursos, fomento, custeio e receitas, saneamento e saúde, mineração e indústria, agricultura, pecuária e piscicultura também foram debatidas. Ficou estabelecido ainda que haverá destinação de recursos para as demandas apresentadas.

As propostas também serão levadas aos quatro encontros regionais que ocorrerão antes da etapa final, na ALMG, entre 29 de setembro e 2 de outubro.

Poços de Caldas tem bons índices hídricos
946962Em Poços de Caldas, apesar dos reservatórios do município terem se recuperado bastante nos últimos meses, ainda há a preocupação com a falta de chuvas e com possíveis quedas nos níveis. No entanto, entre os três maiores reservatórios do município, Represa do Bortolan, Saturnino de Brito e Represa do Cipó, o cenário é animador.

Os índices já ajudaram, inclusive, na melhora da pescaria na cidade. A represa do Bortolan, que em 2014 chegou a operar com apenas 1/5 da capacidade, está atualmente com mais da metade. A Saturnino de Brito, que abastece a cidade, já atingiu a cota máxima de 2015, e a Represa do Cipó, que produz energia e abastece a cidade está com 75% da capacidade.

Mesmo assim, de acordo com o assessor de Meio Ambiente do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae),Gilson de Souza Lopes, há medo da estiagem no município. “Muitos especialistas afirmam que a estiagem deste ano será mais forte. A população precisa colaborar para que esse período venha sem muitas surpresas”, finalizou.

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