Procura por vacina contra a gripe aumenta em clínicas particulares de Pouso Alegre

A preocupação em se prevenir contra complicações da gripe tem feito muitas pessoas procurarem vacina em clínicas particulares. Em Pouso Alegre (MG), mais de 30 mil doses já foram aplicadas em quem não está no público alvo da campanha nacional que distribui doses gratuitas da vacina contra o vírus influenza.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, 1.056 casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram confirmados em Minas Gerais e 290 pessoas morreram. Neste ano, o estado já registra 32 casos e quatro mortes.

 A vacinação ainda é voltada para trabalhadores da saúde, professores das redes pública e particular de ensino, povos indígenas aldeados e população privada de liberdade
A vacinação ainda é voltada para trabalhadores da saúde, professores das redes pública e particular de ensino, povos indígenas aldeados e população privada de liberdade

Pela rede pública de saúde, têm direito à vacina contra a gripe pessoas acima de 60 anos, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério) e crianças entre seis meses e menos de 5 anos de idade. A vacinação ainda é voltada para trabalhadores da saúde, professores das redes pública e particular de ensino, povos indígenas aldeados e população privada de liberdade.

O funcionário público Anderson Ralph e a filha Catarina, de 6 anos, não integram esse público e, portanto, tiveram que comprar a imunização. “A gente prefere imunizar e ficar tranquilo no inverno.”

Cada dose da vacina trivalente, que protege contra três tipos de vírus influenza, custa em média R$ 80. A quadrivalente, que protege contra quatro tipos de vírus, custa cerca de R$ 150.

Quem está no grupo prioritário da rede pública de saúde, encontra a vacina nos postos até o dia 26 de maio. Em 13 de maio, acontece o Dia D contra a gripe em todo o país.

Em Caldas, índios da tribo Xukuru-Kariri já começaram a receber as doses nesta terça-feira (18). Serão 100 aplicações. Uma outra tribo, no entanto, não deve ser vacinada, conforme a secretaria de Saúde.

A informação é que os 27 índios Kiriri não poderão ser vacinados até que a situação deles seja regularizada na região. O grupo está em uma fazenda da zona rural de Caldas desde março à espera de uma resposta da Fundação Nacional Indígena (Funai) sobre cessão de terras consideradas improdutivas pelos ocupantes. Eles saíram de Muquém de São Francisco, no interior da Bahia.

A produção da EPTV Sul de Minas entrou em contato com a Funai para saber sobre a distribuição da vacina para os índios da tribo Kiriri, mas até a publicação desta reportagem, o órgão ainda não havia emitido uma nota à respeito.

Fonte: G1 Sul de Minas

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