Prefeitura pode ter que cortar verbas em Poço Fundo após Câmara aprovar aumento de gastos

Vereadores de Poço Fundo, aprovaram um repasse de quase R$ 2 milhões à Câmara Municipal em 2018. Antes, o orçamento era de R$ 750 mil. O aumento, segundo a prefeitura, pode causar cortes em diversas área, como saúde e educação.

O valor aprovado é total é de R$ 1.998.000,00. Os vereadores dizem que o orçamento aprovado por cinco votos a quatro será usado pra manter os gastos da câmara.

Câmara aprova aumento de gastos e prefeitura diz que pode ter que cortar verbas em Poço Fundo (Foto: Reprodução EPTV)

“Pagar água, luz, telefone, funcionários, funcionário para manter a limpeza, a assessoria nossa, que é de advogados”, diz o vereador José Osmar Santana (PP).

Além disso, o dinheiro também irá custear, segundo os vereadores, a reforma do prédio. O local está com infiltrações e soltando o reboco. O orçamento desse ano, votado em 2016, é de R$ 750 mil e corresponde a 3,92% do orçamento municipal. Com esse valor, os vereadores dizem estar impossibilitados de trabalhar.

“A verba que a gente tem para buscar recursos em Brasília, em Belo Horizonte, é de R$ 500 para todos os vereadores. Para viajar ou para Brasília ou para Belo Horizonte durante o ano, anual. Isso, diluído para nove vereadores, acredito que não dá para ir nem de carona”, afirma o vereador Glauco Henrique Pereira (PP).

O repasse que a câmara aprovou para o próximo ano é de 7% de tudo que o município arrecada. As parcelas serão de R$ 166 mil. Segundo o prefeito, com esse reajuste, vários investimentos, principalmente na área da saúde, terão que ser cortados.

Vereadores subiram própria verba de R$ 750 mil, em 2017, para quase R$ 2 milhões em 2018 (Foto: Reprodução EPTV)

“Ou nós vamos tirar da saúde, ou nós vamos tirar da educação, ou nós vamos tirar das obras públicas da manutenção das nossas estradas rurais e das obras de saneamento básico da cidade. Nós vamos ter que tirar disso para passar para a manutenção da câmara”, afirma o prefeito Renato Oliveira (PT).

O presidente da câmara, que é da oposição, questiona esse possível corte de investimentos. Os vereadores dizem que o repasse será maior porque a arrecadação municipal também aumentou. E dizem que sempre, ao final do ano, a câmara devolve em média a metade do que recebe.

“Não tem como a câmara se manter com um valor tão inferior. Nós não pretendemos abusar desse dinheiro, mas nós pretendemos, talvez, devolver, se for necessário, à saúde, educação, o esporte”, diz Edésio Vasconcelos (PSDB).

“Se fosse em tempos anteriores, não afetaria tão significativamente os nossos trabalhos. Mas no meio de uma crise, no ponto crítico da crise que o país passa, a câmara aumentar os gastos dela desse magnitude é uma falta de respeito com a população”, responde o prefeito.

Fonte: G1 Sul de Minas

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