Pouso Alegre: Roubos e furtos de celulares crescem quase 67%

O número de roubos e furtos de celulares tem sido a maior causa de ocorrências na Delegacia de Pouso Alegre (MG), segundo a polícia. Em 2015, a Polícia Civil registrou 275 furtos e assaltos de aparelhos. Já em 2016, o número subiu para 463 ocorrências. Um aumento de quase 67%. De janeiro até o momento, a polícia já registrou 62 casos na cidade.

Um dos alvos preferidos dos criminosos são as escolas. De acordo com os policiais, o fato de os jovens não desgrudarem do aparelho é um atrativo para os ladrões. Carregar o celular na mão ou no bolso da calça também facilita ainda mais o roubo. Para os policiais, essa exposição do aparelho está diretamente ligada ao aumento no número de roubos.

A distração das pessoas também é um fator que contribui e facilita a prática do roubo.

“A população está facilitando muito a ação dos marginais, porque eles andam na rua muito distraídos com os aplicativos que o celular oferece. É muito comum você ver cidadão andando na rua olhando para o celular, para baixo e para o celular e não ao seu redor, não presta atenção ao que está acontecendo ao seu redor”, disse o delegado Renato Gavião.

O delegado ainda faz um alerta, pois segundo ele, depois que o aparelho é levado, acaba sendo muito difícil recuperá-lo.

Distração é um dos maiores motivos para roubos e furtos de celulares em Pouso Alegre, diz Polícia Civil (Foto: Reprodução EPTV)
Distração é um dos maiores motivos para roubos e furtos de celulares em Pouso Alegre, diz Polícia Civil (Foto: Reprodução EPTV)

“Além do crime de receptação, que a pessoa furta e vende mais barato para outro, é muito comum também as pessoas furtarem o celular e a posterior troca pela droga, na ocasião em que os celulares acabam ficando na mão de traficantes”, completou o delegado.

Quem teve o celular furtado sabe o quanto a situação é constrangedora. É o caso da comerciante Marília Moura, que no ano passado, teve o aparelho de última geração furtado, enquanto trabalhava. Depois da distração, a comerciante disse que aprendeu a lição.

“O meu celular já não fica mais em cima da mesa, porque não quero dar bobeira de acontecer de novo a mesma coisa”, disse a comerciante.

Fonte: G1 Sul de Minas

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