PF deflagra Operação “Barrica”, contra grupo que vendia cigarros contrabandeados na região

Nesta quarta-feira (27), 11 mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária e 26 de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Andradas, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Ouro Fino. Aproximadamente 160 servidores públicos federais participam do cumprimento das medidas.

O operação “Barrica” quer desarticular uma organização criminosa que praticava contrabando de cigarros paraguaios. As investigações duraram cerca de seis meses e apuraram que o grupo atuava há alguns anos no interior dos estados de Minas Gerais e São Paulo, realizando a importação e distribuição clandestina de cigarros de origem paraguaia.

A aquisição dos produtos ocorria diretamente no país vizinho ou na fronteira. Os principais integrantes do grupo criminoso possuem diversos registros policiais, mas a pequena quantidade de cigarros que transportavam ocasionava condenações a penas de curta duração.

Uma vez importada a mercadoria de forma clandestina, os investigados utilizavam uma ampla rede de distribuição, com a peculiaridade de fazer com que os transportadores levassem apenas pequenas quantidades de cigarro de cada vez. Tal estratégia minimizava eventuais prejuízos em caso de apreensão da carga, além de não chamar muita atenção dos órgãos de repressão.

A utilização de veículos batedores também era uma característica do grupo. A investigação identificou e mapeou a área de atuação dos criminosos, individualizando os locais de seus depósitos e realizando prisões em flagrante de alguns membros da organização.

Com a deflagração de hoje, a quadrilha foi completamente desarticulada.A suspeita é que o grupo comercializava 500 caixas de cigarros paraguaios por semana.

Ao longo dos últimos cinco anos foi identificada uma movimentação de cerca de 130 milhões de reais por parte dos criminosos. Com o produto do crime, os investigados construíram um vasto patrimônio, que inclui carros de luxo, lanchas e imóveis, bens estes que são objeto de sequestro autorizado judicialmente.

Os investigados responderão pelos crimes de contrabando e associação criminosa, podendo cumprir até 8 anos de reclusão, caso sejam condenados.

Fontes: TV Alterosa e PF 

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